Novo Hamburgo registra expansão de 71% nos lançamentos imobiliários, 56% mais apartamentos à venda, e maior participação do Minha Casa, Minha Vida na composição dos empreendimentos
O mercado imobiliário de Novo Hamburgo seguiu em ritmo acelerado enquanto boa parte do país reduziu lançamentos. A cidade teve forte alta na oferta de imóveis novos no período mais recente, com impacto direto na composição dos empreendimentos.
O crescimento vem acompanhado por mudança no perfil das construções, com maior presença da habitação popular e variação nos preços por metro quadrado. Para compradores, isso amplia opções de escolha, e para construtoras, acende alertas sobre o equilíbrio entre oferta e demanda.
Os números e análises foram divulgados em estudo da Brain Inteligência Estratégica, encomendado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, e pelo Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Novo Hamburgo, apresentado na ACI, conforme informação divulgada pela Brain Inteligência Estratégica, em pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul e pelo Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Novo Hamburgo.
Crescimento em números
No quarto trimestre de 2025, foram lançados 1.133 apartamentos em Novo Hamburgo. No mesmo período de 2024, haviam sido 727 unidades, o que representa um crescimento de 71% nos lançamentos e um aumento de 56% na quantidade de apartamentos colocados à venda.
Os dados também mostram que o resultado de 2025 supera 2023, com 908 apartamentos, 2022, com 1.084, e 2021, com 803 unidades. Esses números reforçam a trajetória atípica da cidade diante do comportamento geral do mercado brasileiro.
Mudança no perfil do mercado
A oferta em 2025 ficou concentrada, majoritariamente, na modalidade habitacional do governo federal. Em 2025, 74,8% dos lançamentos estavam enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, enquanto os imóveis de padrão médio responderam por 25,2% dos novos empreendimentos.
Essa predominância também foi observada nas vendas do ano, quando 65% dos apartamentos comercializados pertenciam ao Minha Casa, Minha Vida, 31% eram imóveis de padrão médio, e apenas 4% corresponderam a apartamentos compactos. O dado sugere que a demanda por imóveis novos está concentrada em moradias mais acessíveis.
O que dizem os especialistas
Na avaliação do pesquisador responsável pelo estudo, Hamilton Leite, “Novo Hamburgo é uma cidade potente. O mercado imobiliário funciona como um termômetro da economia local. Enquanto grande parte do Brasil pisou no freio, aqui os lançamentos continuaram crescendo”.
Para o presidente do Sinduscon-NH, Alexandre Isoppo, o levantamento oferece subsídios práticos para decisões do setor, “Agora conseguimos interpretar quais segmentos têm maior potencial, seja no Minha Casa, Minha Vida, em imóveis de alto padrão ou em empreendimentos de dois e três dormitórios. Isso ajuda a investir no empreendimento certo”.
Impactos para compradores e incorporadoras
O estudo aponta também valorização do preço por metro quadrado, mesmo que em ritmo mais lento do que em anos anteriores. A ampliação da oferta significa mais opções para quem busca imóvel novo, mas impõe às incorporadoras o desafio de ajustar projetos à demanda de cada segmento.
Em síntese, os indicadores mostram um mercado aquecido em Novo Hamburgo, sustentado pela habitação popular, pela valorização dos imóveis, e pelo avanço dos lançamentos, em um cenário distinto do observado na maior parte do país. A cidade passa a ser um polo de atenção para investidores e famílias em busca de alternativas mais acessíveis.

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