Ministro colombiano aparece em praia de Santa Marta durante crise pós-terremoto, fotos viralizam e levantam críticas enquanto famílias seguem desabrigadas e buscas continuam

O novo titular da pasta da Habitação, Jaime Andrés Beltrán, foi flagrado na faixa de areia de Santa Marta no último domingo, em um momento em que o país ainda convive com os efeitos do tremor mortal.

As imagens do ministro colombiano com a família circularam nas redes sociais e provocaram imediata reação pública, por ocorrer poucos dias após o desastre que deixou milhares sem casa.

Ao mesmo tempo, autoridades continuam com ações de resgate e assistência às vítimas, e a foto acendeu um debate sobre prioridades e disponibilidade dos gestores públicos.

conforme informações divulgadas pela AFP e por registros nas redes sociais.

Fotos e reação pública

Fotos e vídeos publicados no domingo, 16, mostraram o ministro colombiano descansando na praia ao lado da família, o que chocou internautas e adversários políticos em um país que ainda lida com perdas humanas e destruição material.

A oposição de esquerda criticou Beltrán por “tirar férias em um momento de crise”, argumentando que milhares de famílias precisam de assistência após o terremoto que deixou, segundo balanço oficial, mais de 27 mil casas destruídas.

Resposta do ministro

Em publicação no X, o ministro afirmou, “Quero deixar minha certeza de que não estava de férias. Quis passar algumas horas com minha esposa e meus filhos, que eu não via há vários dias, para continuar imediatamente meu trabalho de consolidar as fases de passagem das áreas atingidas pelo terremoto”.

Beltrán disse que retornaria ao trabalho de forma imediata e que participa da consolidação das ações nas áreas afetadas, mas a declaração não foi suficiente para conter críticas nas redes sociais.

Contexto da tragédia e dados oficiais

De acordo com o último balanço oficial, “ao menos 281 vidas foram ceifadas pelo tremor de magnitude 7,4 na segunda-feira 10, o mais forte a ser registrado por aquelas paragens neste século”. Além disso, há “mais de 3.900 feridos e ao menos 379 pessoas seguem desaparecidas”.

O epicentro foi perto de San José del Palmar, em Chocó, uma das regiões mais pobres do país, onde as equipes já encerraram a fase de busca e resgate, mas pedem apoio para as ações humanitárias.

David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, reconheceu que “a probabilidade de encontrar sobreviventes está se esgotando”, e reforçou que as equipes não vão desistir de buscar aqueles que ainda possam estar sob os escombros.

Impactos locais e apelo por ajuda

Nas grandes cidades, como Cali, ruas e parques tornaram-se acampamentos improvisados, com milhares dormindo ao relento. A situação social e econômica das vítimas agrava a pressão por respostas rápidas do governo.

Uma das vítimas entrevistadas, Maria del Carmen Rodríguez, de 72 anos, disse, “A gente se pergunta a que tipo de ajuda temos direito, se vão nos realocar para outro lugar, porque isso vai longe”.

O presidente Abelardo de la Espriella fez visitas rápidas às áreas mais afetadas e anunciou auxílios, incluindo apoio para pagamento de aluguel às vítimas, enquanto organismos internacionais liberam fundos para assistência.

Consequências políticas

A circulação das imagens do ministro colombiano na praia colocou na mesa o debate sobre conduta de autoridades em crises, aumentando a pressão sobre o governo para acelerar a assistência e demonstrar prioridade às vítimas.

Analistas apontam que, além da resposta humanitária, a gestão da comunicação pública e a percepção sobre empatia institucional terão papel central nas semanas seguintes, em meio à cobrança de opositores e de famílias afetadas.


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