Liderar sem todas as respostas, aceitar a incerteza e criar ambientes onde equipes entreguem resultados, a trajetória de Carlos Vicente Flores na indústria do cimento e argamassas
Carlos Vicente Flores começou uma carreira marcada por saltos inesperados, adaptações e aprendizado prático, e hoje lidera negócios complexos num grupo multinacional.
Ao longo da trajetória, ele descobriu que o principal desafio não era ter todas as respostas técnicas, mas mobilizar pessoas, construir relações e tomar decisões sob incerteza.
As informações usadas neste texto foram extraídas das fontes fornecidas pelo solicitante, conforme informações fornecidas nas fontes recebidas.
Da substituição inesperada à promoção
“Aos 25 anos, Carlos Vicente Flores foi chamado para substituir temporariamente o supervisor de manutenção elétrica da fábrica de Cimentos Ocumare del Tuy, no estado de Miranda, na Venezuela, próxima a Caracas”, relata o material recebido, e essa troca provisória revelou-se decisiva.
O supervisor não voltou, o gerente da unidade explicou a complexidade da planta, apontou o que Carlos precisaria estudar e o manteve na função enquanto a empresa buscava um nome definitivo, e seis meses depois, o escolhido foi ele.
O episódio sintetiza uma lição central sobre liderar sem todas as respostas, que é aceitar a responsabilidade antes de dominar cada detalhe técnico.
Construir confiança com método e autoconhecimento
Hoje, “aos 50 anos, Carlos é gerente-geral de Argamassas, Cales e Florestas da Votorantim Cimentos, fundada em 1933 e presente em dez países além do Brasil”, informação que mostra a escala da responsabilidade que assumiu.
No início, a insegurança era técnica, e ele acreditava que precisava ter todas as respostas para liderar, mas percebeu que “o mais difícil não era a engenharia, e sim mobilizar pessoas, construir relações, alinhar interesses e fazer um grupo trabalhar na mesma direção”.
O que o sustentou naquele primeiro ano foi menos a técnica do que o método, planejamento, preparação, gestão de risco e disposição para admitir o que não sabia, e essa combinação virou regra prática quando precisou liderar sem todas as respostas.
Adaptação internacional e visão ampliada de gestão
Carlos nasceu em Valência, na Venezuela, em 29 de dezembro de 1975, formou-se em Engenharia Elétrica em 2000 pela Universidad de Carabobo e fez aperfeiçoamento de inglês em Vancouver em 2001, segundo as fontes recebidas.
Em 2008, a estatização do setor de cimento na Venezuela forçou mudanças, e em 2009 ele aceitou um cargo regional com base no Rio de Janeiro para implantar o Energy Isolation Standard em operações de vários países.
Trabalhar em cinco países o fez entender que regras iguais produzem resultados diferentes quando encontram culturas e realidades distintas, e essa experiência o ajudou a transitar de funções técnicas para responsabilidades em negócios, marketing e finanças.
Princípios pessoais, esporte e legado
Disciplina e senso de missão vieram do ensino militar do jovem Carlos, e ele diz que “liderar é servir e dar o exemplo antes de cobrar”.
A rotina de corrida, iniciada em 2016, se transformou em método, e Carlos completou dezenas de meias maratonas, 12 maratonas e, em 2025, conquistou o Six Star do World Marathon Majors, além de estrear no triatlo com um Ironman 70.3 em 2026.
Ele costuma levar as lições do esporte para os times, defendendo que alto desempenho depende de saúde e recuperação, e que ninguém termina uma maratona sem meses de treino, dor e dúvida, e que, na liderança, preparo e paciência são essenciais.
O que sobra depois dos resultados
Carlos dedica parte da agenda à mentoria, e criou um manual de recomendações de carreira centrado na distinção entre esforço e resultado, destacando que “esforço não é resultado”, e que o esforço precisa estar direcionado a entrega de valor, sempre sob regras de conduta e compliance.
Ao final, ele mede sucesso pelo reconhecimento das pessoas ao redor e pelo que consegue devolver a elas, e quando fala sobre o legado, prefere destacar os profissionais que ajudou a formar, afirmando que seu papel foi criar oportunidades e acreditar no potencial de cada um.
Para gestores que precisam liderar sem todas as respostas, a trajetória de Carlos mostra três ações práticas, alinhadas ao que ele aplicou: planejamento e método, ouvir as pessoas certas, e assumir responsabilidade pelas decisões, e é essa combinação que transforma incerteza em confiança e desempenho.

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