Os bancários de todo o país vão cruzar os braços por 24 horas nesta quinta-feira, 20, em mobilização que visa forçar avanço nas negociações salariais com as entidades patronais.

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas até segunda-feira, 17, e é organizada pelo Comando Nacional dos Bancários, que busca um pacote de reajustes e melhorias nas condições de trabalho.

Conforme informação divulgada pelo Comando Nacional dos Bancários.

Por que os bancários paralisam

A categoria exige um conjunto de reivindicações, com destaque para um aumento real de 5% sobre salários e demais verbas, além da reposição integral da inflação. Os trabalhadores pedem também aumento do piso salarial, elevação dos valores do vale-refeição e do vale-alimentação, e a valorização da participação nos lucros e resultados, PLR.

Neiva Ribeiro, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, criticou a falta de proposta por parte das instituições financeiras. Segundo a nota, “a falta de negociação não é compatível com o “setor mais lucrativo do país””.

O que disse o comando e a pauta histórica

Segundo a coordenação, “Os bancos estão com a nossa pauta de reivindicações desde o dia 24 de junho. A mesa de negociações começou no dia 2 de julho e, desde então, tiveram a oportunidade de apresentar uma proposta. Porém, até agora, faltando duas semanas para a data-base, não apresentaram nada”, disse em nota.

A mobilização quer ampliar a pressão sindical nas duas semanas que antecedem a data-base, buscando forçar um movimento dos bancos para apresentar propostas concretas.

Resposta dos bancos

A Fenaban e a Febraban, que representam os bancos, afirmaram que receberam a pauta no dia 24 de junho. “A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disseram que receberam em 24 de junho a pauta de reivindicações referente à campanha salarial de 2026 e que a agenda para resolução está dentro do prazo.”

O posicionamento oficial das federações indica que as negociações seguem em calendário considerado normal pelas entidades, enquanto o Comando Nacional dos Bancários entende que é preciso acelerar acordos diante dos lucros do setor.

O que esperar da paralisação

A paralisação dos bancários pode afetar atendimento presencial em agências e alguns serviços administrativos ao longo do dia, com impactos variáveis conforme a região. Sindicatos locais costumam divulgar orientações sobre serviços essenciais e dias de greve, e os clientes são orientados a acompanhar comunicados de suas agências.

Nas próximas horas, a atenção estará na resposta das federações e em possíveis propostas formais para a mesa de negociação, que definirá os próximos passos da campanha salarial e da mobilização.


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