Os contratos de minidólar com vencimento em setembro encerraram a última sessão, em 19/08, em queda de 0,41%, aos 5.193 pontos, enquanto o dólar à vista caiu 0,86%, a R$ 5,1777.
O movimento acompanhou a fraqueza da moeda norte-americana no exterior, após o Tesouro dos Estados Unidos anunciar que dobrará algumas operações de recompra de títulos de longo prazo, medida que aliviou a pressão sobre o mercado de dívida.
Para traders de curtíssimo prazo, a atenção estará na ata do Federal Reserve e nas tensões no Oriente Médio, fatores que podem elevar a volatilidade do câmbio, conforme informação divulgada pelo InfoMoney.
Análise de 15 minutos, sinais e níveis imediatos
No gráfico de 15 minutos o contrato retomou o fluxo negativo ao encerrar a última sessão em queda, mas mostrou recuperação durante o pregão e terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que ameniza a pressão vendedora no curtíssimo prazo.
Para dar continuidade ao movimento de baixa é necessária entrada de volume vendedor capaz de romper o suporte em 5.178,5/5.170 pontos, abaixo dessa faixa o fluxo vendedor pode ganhar intensidade e levar o contrato a 5.159/5.145 pontos, com próximo objetivo em 5.122,5/5.108,5 pontos.
Em sentido contrário, a retomada da alta dependerá de volume comprador e do rompimento da resistência em 5.196/5.239 pontos, acima desse intervalo o minidólar poderá buscar 5.268,5/5.295 pontos, com alvo mais longo em 5.303,5/5.325,5 pontos.
Gráfico de 60 minutos, recuperação necessária para reduzir pressão
No gráfico de 60 minutos o contrato encerrou a última sessão com fluxo negativo e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém o cenário pressionado no curto prazo.
Para retomar a alta é necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a resistência em 5.207/5.239 pontos, acima dessa faixa o contrato poderá buscar 5.268,5/5.295 pontos, com próximos alvos em 5.303,5 pontos e, em cenário mais longo, 5.351 pontos.
Para prolongar a baixa, acompanhe a perda do suporte em 5.170/5.159 pontos, abaixo dessa região o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato a 5.145/5.122,5 pontos, e em queda mais prolongada a 5.102,5/5.087 pontos.
Panorama diário, níveis relevantes e indicadores
No gráfico diário o minidólar retomou o fluxo de baixa e passou a negociar entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, quadro que indica maior equilíbrio e mantém aberta tanto a possibilidade de recuperação quanto o risco de aprofundamento da queda.
Para retomar o movimento de alta o contrato precisará superar inicialmente as resistências em 5.238, 5.268,5 e 5.303,5 pontos, acima dessa região o fluxo comprador poderá ganhar força e abrir espaço para avanço em direção a 5.377,5/5.490 pontos.
Por outro lado, a continuidade da baixa dependerá da perda da região formada pelas médias e pelos suportes em 5.160/5.087 pontos, abaixo desse intervalo a pressão vendedora pode levar o contrato à faixa de 5.016/4.946 pontos.
O IFR (14) está em 52,68 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda, sinal que reforça a importância de observar volume e eventos externos antes de assumir posições mais agressivas.
O que monitorar hoje, riscos e recomendações para day trade
Com poucos indicadores na agenda, a leitura da ata do Fed será o principal gatilho para o câmbio e pode aumentar a volatilidade, assim como desdobramentos das tensões no Oriente Médio.
Traders devem observar entradas e saídas de volume nas áreas destacadas, manter stops ajustados aos níveis de suporte e resistência citados e evitar extrapolar exposição se não houver confirmação clara de rompimentos.
As referências e níveis citados acima foram levantados pelo analista técnico Rodrigo Paz, CNPI-T, em análise publicada pelo InfoMoney, e servem como guia operativo para quem faz day trade com o contrato Minidólar, prazo setembro.

Deixe um comentário