O governo federal estuda alterar as condições de financiamento do Minha Casa, Minha Vida para famílias enquadradas na Faixa 3, que reúne pessoas com renda entre R$ 5 mil e R$ 9 mil mensais.
A proposta em avaliação prevê dividir a Faixa 3 em dois grupos, com juros menores para a parcela de menor renda, com objetivo de reduzir o valor das parcelas e ampliar o acesso à moradia.
Segundo técnicos, a medida concentraria benefícios na faixa de menor renda dentro da Faixa 3, buscando tornar o Minha Casa, Minha Vida mais acessível, conforme informação de técnicos do governo.
O que está em discussão
A ideia central é segmentar a Faixa 3 em dois subgrupos, criando taxas diferenciadas, com juros menores para o grupo de menor renda.
O objetivo é tornar os financiamentos do Minha Casa, Minha Vida mais compatíveis com a capacidade de pagamento das famílias, reduzindo o risco de inadimplência e ampliando a inclusão.
Taxas atuais e impacto previsto
Atualmente, a taxa é de 8,16% ao mês mais TR (Taxa Referencial) e para 7,66% para trabalhadores cotistas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Ao reduzir juros para uma subfaixa da Faixa 3, as parcelas poderiam cair, favorecendo famílias com renda mais baixa dentro do programa, e tornando o acesso à casa própria mais viável.
Quem pode ser beneficiado
O principal beneficiado seria o segmento da Faixa 3 com renda mais próxima de R$ 5 mil mensais, que hoje arca com as mesmas condições que famílias com renda mais próxima de R$ 9 mil.
Trabalhadores cotistas do FGTS, que hoje já têm taxa diferenciada de 7,66%, também entram na análise do governo para evitar distorções entre os grupos.
Próximos passos
Técnicos continuam a avaliar cenários e impactos orçamentários, para então encaminhar uma proposta final ao Ministério responsável e à área econômica do governo.
Se aprovada a mudança, o Minha Casa, Minha Vida pode ver regras revisadas ainda neste ano, com foco em reduzir juros e ampliar o acesso de famílias de menor renda.

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