O mini-índice abriu espaço para uma reação, após ganhar tração na sessão, mas precisa confirmar rompimentos para consolidar a alta.

Traders devem acompanhar níveis de resistência e suporte, além do comportamento de ações de peso e dos juros externos, para avaliar a continuidade do movimento.

Os sinais iniciais são positivos, contudo, a confirmação dependerá de volume e da manutenção do alívio nos juros dos Estados Unidos, conforme informação divulgada pelo InfoMoney.

Resumo do pregão e gatilhos externos

Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (19/08) em alta de 0,89%, aos 171.035 pontos, e o Ibovespa avançou 0,90%, aos 167.830,27 pontos. O movimento refletiu o alívio provocado pela decisão do Tesouro dos Estados Unidos de ampliar as recompras de títulos de longo prazo, reduzindo os rendimentos desses papéis e favorecendo ativos de mercados emergentes.

No Brasil, a queda do dólar e dos juros futuros também contribuiu para a recuperação da Bolsa, enquanto Wall Street teve ganhos modestos e as bolsas europeias terminaram sem direção única.

Níveis e cenários no gráfico de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão com movimento positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que favorece a continuidade da recuperação, porém o avanço dependerá do rompimento das resistências mais próximas.

Para dar sequência ao fluxo de alta, é necessária força compradora suficiente para superar a resistência em 171.270/171.865 pontos. Confirmado o rompimento, o contrato poderá avançar em direção a 172.260/173.530 pontos, e em extensão do movimento positivo, o alvo mais longo estará em 173.700/175.190 pontos.

No sentido contrário, a retomada da baixa dependerá do rompimento do suporte em 170.460/170.140 pontos. A perda dessa faixa poderá ampliar o fôlego vendedor e abrir caminho para 169.170/168.555 pontos, com alvo seguinte em 167.975/167.720 pontos caso a pressão negativa ganhe intensidade.

Gráfico de 60 minutos e diário, implicações para prazos maiores

No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também encerrou em alta e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a tentativa de recuperação, desde que o contrato supere resistências próximas.

Para avançar no 60 minutos, será necessária entrada de volume para romper a resistência em 173.530/176.380 pontos, com projeções em 177.265/180.170 pontos, e em extensão, 182.095/184.425 pontos. Por outro lado, a retomada do fluxo de baixa dependerá do rompimento do suporte em 170.600/168.555 pontos, com recuo possível a 167.975/166.115 pontos, e alvos seguintes em 165.280/163.845 pontos.

No diário, apesar da alta na última sessão, o mini-índice permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica que a recuperação ainda precisa ganhar consistência para mudar o cenário técnico recente. Para prolongar o fluxo positivo, o contrato precisará superar a resistência em 172.240/176.975 pontos, acima da qual o objetivo inicial estará em 184.425/186.045 pontos. Já a retomada da baixa dependerá do rompimento do suporte em 167.975/165.250 pontos, e caso essa região seja perdida, o mini-índice poderá buscar 158.715/154.000 pontos.

O IFR de 14 períodos está em 36,19 pontos, ainda em região neutra, mas próximo da zona de sobrevenda, o que merece atenção de quem opera com indicadores de momentum.

O que observar hoje, sinais práticos para traders

Com agenda esvaziada, a atenção estará na continuidade do alívio nos juros norte-americanos, e nos reflexos sobre o mercado brasileiro. É importante monitorar o desempenho de Vale, Petrobras e bancos, além do comportamento do petróleo e das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Para quem opera o mini-índice (WINV26), confirme rompimentos com aumento de volume antes de assumir posições, e use as faixas citadas como pontos de referência para entradas, stops e alvos. Movimentos sem confirmação podem rapidamente voltar a pressionar o contrato para os suportes indicados.

Analista responsável pela leitura técnica citada, Rodrigo Paz, é analista técnico CNPI-T, e a matéria baseou-se nas informações divulgadas pelo InfoMoney.


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