O mercado abre atento a um avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, que reacendeu preocupações sobre custo de crédito mais alto e impacto nas ações.

No Brasil, o dólar recuperou terreno ante o real e os juros futuros subiram por toda a curva ao final do pregão de ontem.

Os dados e a fala de um gestor estrangeiro ajudam a contextualizar o movimento global e local, conforme informação divulgada pelo InfoMoney.

Rendimentos nos EUA e avaliação de especialista

Em Wall Street, investidores viram aumentar as altas dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA, mesmo com a operação de recompra de dívida do Departamento do Tesouro.

Adam Phillips, diretor-gerente de investimentos da EP Wealth Advisors, afirmou à CNBC que “Esta não é a cura para os problemas do mercado de títulos. Existem forças estruturais em jogo que estão realmente além do controle do Tesouro e do governo”, e acrescentou que “Será preciso uma abordagem mais incisiva para que o alívio seja duradouro”.

A avaliação ressalta que intervenções pontuais tendem a trazer alívios curtos, e que fatores estruturais podem manter a volatilidade nos ativos globais.

Dólar, indicadores e variações do dia

O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,32%, retomando parte dos ganhos após a queda da véspera.

Segundo os dados divulgados, Venda: R$ 5,193, Compra: R$ 5,193, Mínima: R$ 5,178, Máxima: R$ 5,201.

O movimento seguiu a melhora da moeda americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, o índice dólar, com mais 0,05%, aos 98,89 pontos.

Ibovespa, juros futuros e desempenho recente

O Ibovespa Hoje terminou a sessão anterior com leve alta de 0,06%, aos 167.927,15 pontos, com máxima em 169.752,35 e mínima em 166.965,79.

O volume negociado foi de R$ 26,20 bilhões, e a diferença para a abertura foi de +96,88 pontos.

Na semana, o índice acumula alta de 0,59%, enquanto em agosto o saldo é de -5,66%, no terceiro trimestre de 2026 o recuo é de -2,38% e em 2026 a alta é de +4,22%.

Os juros futuros fecharam com altas por toda a curva, conforme os números registrados: DI1F27 13,725, variação 0,005; DI1F28 13,940, variação 0,060; DI1F29 14,275, variação 0,080; DI1F31 14,580, variação 0,080; DI1F32 14,665, variação 0,070; DI1F33 14,700, variação 0,075; DI1F34 14,690, variação 0,055; DI1F35 14,700, variação 0,075.

Principais papéis e movimentação no pregão

Entre as maiores altas do pregão anterior estão BEEF com 37,00%, POMO 46,46%, SLCE 35,72%, MBRF 35,55% e CYRE 34,01%.

As maiores quedas incluíram VAMO com -8,49%, HAPV -7,16%, CURY -4,77%, CMIN -4,74% e MGLU -4,20%.

As ações mais negociadas foram VALE3, com queda de 2,62% e 356.568 negócios, BBDC4 com -1,69% e 55.165 negócios, PETR4 com 2,81% e 54.623 negócios, ITUB4 com -2,24% e 52.241 negócios, e ITSA4 com -1,53% e 45.271 negócios.

O cenário sugere atenção a novas altas de juros reais globais e às próximas divulgações locais, que podem continuar a influenciar o Ibovespa Hoje, a cotação do dólar e a curva de juros.

Para acompanhar em tempo real, a cobertura sobre bolsa, dólar e juros começa diariamente a partir das 8 horas, e sugestões ou dúvidas podem ser enviadas para lara.rizerio@infomoney.com.br.


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