Governo avalia estender o subsídio para gasolina de R$ 0,44 por litro por mais um mês, enquanto o preço do barril se mantém elevado em razão das tensões internacionais
O governo federal analisa a possibilidade de prorrogar por mais um mês o subsídio para gasolina de R$ 0,44 por litro, que acaba no final do mês.
A medida, que foi adotada para conter a alta do petróleo no Brasil, foi paga a produtores e importadores, e tem custos relevantes para as contas públicas.
Decisões sobre prazos e operacionalização ainda estão em debate, conforme informação antecipada pelo Valor e confirmada pelo GLOBO.
Origem e vigência do subsídio
O subsídio para gasolina está em vigência desde 25 de maio, e faz parte de um conjunto de medidas aplicadas pelo governo para conter a alta do petróleo no Brasil.
Nos dois meses, o custo da medida foi em torno de R$ 2,4 bilhões, valor que pesa na avaliação sobre eventual extensão do benefício.
Por que o governo avalia a prorrogação
As novas tensões entre Estados Unidos e Irã, após sanções econômicas impostas por Washington, levaram o Brent a terminar próximo de US$ 94 por barril nesta quinta-feira, o que mantém a pressão sobre os preços domésticos.
Para integrantes do governo, essa instabilidade justifica a ampliação da desoneração e, por isso, a hipótese de prorrogar o subsídio para gasolina tem ganhado força.
Prazos, custos e questões operacionais
A medida perde validade no dia 31 deste mês, e uma questão em análise é como operacionalizar o novo prazo, já que a medida provisória (MP) que trata do assunto perde validade no dia 9 de setembro.
Além da gasolina, continua em vigor a subvenção de R$ 1,12 por litro de óleo diesel. Ela vai até meados de setembro e ainda não há decisão se será prorrogada.
Próximos passos e impacto para o consumidor
O governo ainda não tomou decisão final, e técnicos avaliam o impacto fiscal de uma prorrogação por mais um mês, bem como o mecanismo jurídico para estender a medida enquanto a MP está com prazo distinto.
Se confirmada, a prorrogação do subsídio para gasolina deve manter algum alívio no preço nas bombas, mas também amplia o custo fiscal no curto prazo, diante do cenário internacional incerto.

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