Proposta da Pátria prevê concentrar ativos de crédito imobiliário no PCIP11, por meio de oferta de novas cotas, venda das carteiras de três fundos e assembleias para aprovar liquidações
A gestora Pátria apresentou uma operação de reorganização que pode transferir as carteiras de três fundos de crédito imobiliário para o PCIP11, com a venda dos ativos e a consequente liquidação dos fundos cedentes.
Se aprovada pelos cotistas, a proposta prevê que investidores dos fundos afetados recebam cotas do PCIP11 e eventuais recursos em caixa, proporcionalmente às posições que possuírem nos respectivos FIIs.
A operação ainda depende de uma nova emissão de cotas do PCIP11 e da aprovação dos cotistas dos quatro fundos envolvidos, em assembleias extraordinárias não presenciais, conforme fato relevante divulgado pela gestora Pátria.
Como funcionaria a reorganização
Segundo o documento divulgado pela gestora, a proposta prevê que o PCIP11 passe a concentrar os patrimônios do RBR Premium Recebíveis Imobiliários (RPRI11), do RBR Rendimento High Grade (RBRR11) e do Vectis Juros Real (VCJR11). Na prática, os ativos desses fundos seriam vendidos ao PCIP11 e, depois da operação, os fundos cedentes seriam dissolvidos e liquidados.
A ideia levantada pela Pátria é reunir em um único veículo carteiras com estratégias semelhantes para aumentar a diversificação e a liquidez das cotas no mercado secundário, além de potencializar a geração de valor aos investidores.
Emissão do PCIP11 e votação dos cotistas
O primeiro passo da operação é uma oferta pública de cotas do PCIP11 pelo valor patrimonial, com o objetivo de levantar recursos para a compra integral dos ativos dos três fundos. A emissão poderá ser integralizada pelos fundos cedentes em dinheiro ou, total ou parcialmente, por meio da compensação de créditos decorrentes da venda dos ativos ao próprio PCIP11.
Depois da oferta, os quatro fundos deverão realizar assembleias gerais extraordinárias de forma não presencial. Os cotistas de RPRI11, RBRR11 e VCJR11 votarão a venda integral das carteiras ao PCIP11 e a posterior dissolução e liquidação dos fundos. Já os investidores do PCIP11 decidirão sobre a aquisição dos ativos, devido à situação de potencial conflito de interesses entre veículos administrados ou geridos por empresas ligadas à Pátria.
Impacto no mercado e desempenho do IFIX
A gestora ressalta que a reorganização pode gerar maior liquidez e escala, benefícios que costumam atrair investidores em FIIs de crédito. No entanto, a operação só será concluída se receber o aval dos cotistas e se a oferta do PCIP11 for bem-sucedida.
Em paralelo ao movimento entre fundos, o mercado registrou alta do principal índice do setor. O IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores brasileira (B3), voltou a registrar alta após uma queda na quinta-feira. O Índice encerrou sexta-feira (21) aos 3.682,16 pontos, com alta de 0,95%. Com isso, desde o início de agosto, o indicador acumula desvalorização de 2,70%, enquanto, desde janeiro, recua 2,53%.
Investidores interessados na operação devem acompanhar a documentação oficial e as convocações de assembleias, avaliando os efeitos de concentração de ativos no PCIP11, a diluição potencial, e a liquidez das novas cotas antes de tomar decisões.

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