A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário, Abecip, revisou para cima a previsão de crescimento do volume de financiamentos imobiliários em 2026, refletindo um primeiro semestre mais forte do que o esperado.
A nova estimativa eleva a projeção de alta de 16% para 25% e coloca o total esperado em R$ 410 bilhões, R$ 35 bilhões a mais que a previsão de janeiro.
Entre janeiro e junho, as concessões somaram R$ 180,9 bilhões, alta de 23% sobre o mesmo período do ano passado, conforme informação divulgada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário, Abecip, ao Broadcast nesta segunda-feira, 24.
Revisão consolidada, números e comparação com 2025
A atualização da Abecip projeta um volume de R$ 410 bilhões em financiamentos imobiliários para 2026, ante R$ 375 bilhões estimados em janeiro, representando uma injeção extra de R$ 35 bilhões.
O documento também confirma a trajetória de crescimento frente a 2025, quando o crédito imobiliário totalizou R$ 328 bilhões, e incorpora o resultado do primeiro semestre como base para a nova previsão.
Desempenho por linha de crédito
A maior revisão ocorreu na linha do Minha Casa Minha Vida, com recursos do FGTS e do fundo social do pré-sal, cuja projeção de alta foi revista de 5% para 38%, fazendo a estimativa passar de R$ 145 bilhões para R$ 195 bilhões neste ano.
No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, SBPE, a previsão de alta aumentou de 15% para 18%, elevando a estimativa de R$ 180 bilhões para R$ 185 bilhões.
Já os financiamentos com recursos livres dos bancos tiveram um corte expressivo, saindo de uma expectativa inicial de alta de 66% para estabilidade, com previsão nominal de R$ 31 bilhões em vez dos R$ 51 bilhões originalmente previstos.
Citação da Abecip e fatores que justificam a revisão
Em nota, o presidente da Abecip, Michel Cury, afirmou, “O primeiro semestre mostrou que a demanda por financiamento imobiliário continua consistente, mesmo em um ambiente de juros elevados. O desempenho do SBPE crédito com origem nas cadernetas de poupança e a ampliação dos recursos destinados à habitação nos permitiram revisar as nossas estimativas”, afirmou o presidente da Abecip, Michel Cury, em nota.
A entidade aponta que, além do resultado do crédito, indicadores como emprego e renda ajudam a sustentar a demanda habitacional, enquanto o nível elevado das taxas de juros permanece como fator de atenção para a evolução das concessões nos próximos meses.
O que muda para compradores e para o mercado
Para quem busca imóvel, a revisão coloca maior disponibilidade estimada de crédito, especialmente nas linhas com recursos do FGTS e do SBPE, no entanto, o custo do crédito pode seguir pressionado pelas taxas de juros.
Para o setor da construção, a ampliação dos recursos para habitação tende a melhorar a previsibilidade de vendas e de lançamentos, com impacto direto nas estimativas de produção e investimento imobiliário.

Deixe um comentário