Rui Costa comandou o Novo PAC e concentrou esforços no Minha Casa, Minha Vida para reativar obras, ampliar contratações e acelerar entregas em milhares de municípios
Ao assumir a Casa Civil em janeiro de 2023, Rui Costa recebeu a missão de destravar obras de infraestrutura em todo o país, com atenção especial à habitação. A prioridade foi retomar empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida que estavam paralisados ou abandonados, e acelerar novas contratações e entregas.
O trabalho do então ministro incluiu coordenação técnica, liberação de recursos e articulação com estados e municípios para retomar canteiros e homologar contratos. O esforço fez parte do chamado Novo PAC, que teve como objetivo reativar projetos em áreas como educação e saúde, além da habitação.
No balanço divulgado pelo governo, a gestão federal aponta resultados expressivos, com retomada de obras e aceleração de entregas em todo o território nacional, conforme informação divulgada pelo governo federal.
Como foi a retomada das obras do Minha Casa, Minha Vida
O primeiro passo foi mapear os empreendimentos paralisados e identificar gargalos administrativos e financeiros. Com esse diagnóstico, a Casa Civil coordenou ações para desbloquear pagamentos, liberar orçamentos e ajustar contratos, permitindo a volta de milhares de operários aos canteiros.
Segundo os números oficiais, o programa contava com mais de 87 mil unidades habitacionais paralisadas ou abandonadas, em diferentes regiões. A gestão do Novo PAC priorizou o atendimento desses casos para reduzir o estoque de obras inacabadas e retomar entregas pendentes.
Investimentos, metas e resultados nacionais
A retomada do programa também veio acompanhada de um aumento significativo no ritmo de contratações e nas entregas. Foram investidos R$ 434 bilhões para garantir a contratação de 2,5 milhões de moradias em 4.764 municípios.
Do total contratado, mais de 2,1 milhões de famílias já receberam as chaves de seus imóveis, e a meta inicialmente estabelecida, de 2 milhões de unidades, foi alcançada ainda em 2025, segundo os dados apresentados pelo governo.
Sobre o avanço, Rui Costa afirmou, “Assumi a missão dada pelo presidente Lula e posso dizer, com muita alegria, que fizemos uma verdadeira revolução na área de habitação em todo o Brasil. Até o final deste ano, o Governo Lula terá atingido a nova meta 3 milhões de unidades habitacionais”, declaração feita durante agenda pública com lideranças do PT.
Impacto na Bahia e exemplos de empreendimentos entregues
Na Bahia, o programa registrou investimentos acumulados de R$ 18,8 bilhões destinados à contratação de 125.090 unidades habitacionais. Desse montante, 85.618 moradias já foram oficialmente entregues aos beneficiários.
Entre os empreendimentos citados estão conjuntos de grande porte, como os Residenciais Verdes Horizontes I e II, em Camaçari, com 384 unidades, e o Residencial Zulmira Barros, na capital, com 300 unidades, que simbolizam a retomada efetiva das obras no estado.
Próximos passos e compromisso político
A agenda de habitação seguirá como pilar central para Rui Costa, que disputa uma vaga no Senado ao lado de Jaques Wagner, pelo PT da Bahia. O ex-ministro reafirma a disposição de acelerar o financiamento público, construir novos empreendimentos e garantir a entrega de mais moradias.
O plano anunciado pelo governo prevê alcançar a nova meta de 3 milhões de unidades habitacionais até o final do ano, e manter a prioridade em reduzir o déficit habitacional, ampliar o acesso ao crédito e completar obras paralisadas em todo o país.

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