Patria quer concentração de ativos por meio de liquidação de fundos imobiliários no PCIP11, prometendo mais liquidez, menos custos e carteira mais diversificada para cotistas
A gestora Patria propôs a liquidação de três fundos imobiliários para concentrar ativos em uma plataforma única, com objetivo de tornar a carteira mais forte, líquida e diversificada.
O movimento envolveria a consolidação do patrimônio dos fundos no PCIP11, seguida de migração dos cotistas e oferta pública de cotas de emissão pelo PCIP11.
Conforme informação divulgada pelo Grupo Patria em fato relevante.
Quais fundos estão na proposta e por que a Patria tomou essa decisão
A proposta inclui os fundos RPRI11, RBRR11 e VCJR11, que seriam liquidados para concentrar os ativos no PCIP11. Segundo a gestora, o objetivo final é consolidar as carteiras de fundo de crédito em uma única plataforma, considerada mais forte, líquida e diversificada.
Entre os argumentos para a reorganização está o aumento da liquidez do segmento e a redução de custos operacionais, além de facilitar a gestão centralizada dos ativos.
Impacto estimado em liquidez, custos e rendimento
A Patria afirma que a liquidação deve promover o aumento da liquidez, com Volume Médio de Negociações Diárias estimado em R$ 8,7 milhões, equivalente ao dobro do maior volume individual hoje entre os quatro fundos PCIP11 citados pela gestora.
A gestora também aponta que a taxa de administração deve cair para 1% ao ano para todos os cotistas, sem cobrança da taxa de performance, o que deve reduzir custos para investidores.
O documento traz ainda números sobre o tamanho e a rentabilidade das carteiras, com impacto direto na atratividade do produto consolidado.
Números e projeções divulgadas pela Patria
Segundo a informação divulgada, O patrimônio líquido dos fundos PCIP estão estimadas em R$ 1,6 bilhão, enquanto a rentabilidade da carteira é vinculada ao IPCA (inflação), mais 9,1%.
Já após a liquidação e consolidação dos ativos, o patrimônio cresce para R$ 4,5 bilhões, a uma rentabilidade de IPCA mais 10,2%, segundo números da Patria.
O número de cotistas também deve avançar, de 114 mil para mais de 292 mil, segundo a proposta apresentada pela gestora.
Próximos passos e calendário para os cotistas
O processo, conforme o fato relevante, envolverá oferta pública de cotas de emissão pelo PCIP11, aprovação pelo conjunto dos fundos em Assembleias Gerais Extraordinárias, incluindo o PCIP11, e, por fim, a liquidação dos ativos.
Se aprovada, a reorganização exigirá que cotistas acompanhem as convocações para assembleias e as condições da oferta pública, para decidir sobre a migração das cotas para o PCIP11.
Investidores interessados devem ler o fato relevante e os documentos oficiais da gestora para entender impactos fiscais, operacionais e de exposição ao risco antes de tomar decisões.

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