O Pátria propôs a consolidação de quatro fundos imobiliários de crédito em uma carteira única, com objetivo de ampliar escala, diversificação e liquidez para os investidores.

A operação envolve o PCIP11 e os fundos RBRR11, VCJR11 e RPRI11, com transferência de ativos e troca de cotas entre os veículos.

Caso aprovada, a mudança altera significativamente tamanho e perfil do fundo consolidado, conforme informação divulgada pelo Pátria em fato relevante de 21 de agosto.

O que muda no patrimônio e na carteira

Caso a operação seja aprovada, o patrimônio líquido do PCIP11 passará de aproximadamente R$ 1,6 bilhão para R$ 4,5 bilhões, consolidando uma carteira com 239 operações de crédito, ante 88 atualmente. A gestora diz que a operação busca ampliar a escala da plataforma, aumentar a diversificação dos investimentos, elevar a liquidez das cotas, e reduzir custos operacionais para os investidores.

O número de cotistas também deverá aumentar em cerca de 292 mil, segundo as estimativas apresentadas pelo Pátria.

Impacto sobre concentração, liquidez e rendimento

A consolidação tende a reduzir a concentração da carteira, a maior exposição individual cairia de 5,5% para 2,9% do patrimônio líquido, enquanto o chamado watchlist, operações sob acompanhamento mais próximo, passaria de 6,5% para 5,7% do PL.

O volume médio diário negociado, ADTV, do fundo poderia subir de aproximadamente R$ 3,4 milhões para R$ 8,7 milhões, quase triplicando em relação ao patamar atual, o que deve favorecer a liquidez das cotas no mercado secundário.

A gestora também projeta aumento na taxa de aquisição da carteira, atualmente, o PCIP11 apresenta uma taxa média de IPCA + 9,1% ao ano, enquanto, após a consolidação, a estimativa apresentada é de IPCA + 10,2% ao ano, o que, segundo o material do Pátria, poderia aumentar a renda potencial distribuível do fundo.

Além disso, a taxa de administração, que pode chegar a 1,60% ao ano nos fundos envolvidos, passaria para 1,00% ao ano no PCIP11 consolidado, o que impacta a redução de custos para os cotistas.

Como será a operação e o tratamento aos cotistas

A operação, divulgada em fato relevante de 21 de agosto, prevê a incorporação dos ativos dos fundos RBRR11, VCJR11 e RPRI11 à carteira do PCIP11. Para viabilizar a transação, serão realizadas Assembleias Gerais Extraordinárias (AGEs) para deliberar sobre a venda dos ativos de RBRR11, VCJR11 e RPRI11 ao PCIP11 e, posteriormente, a liquidação dos fundos.

A relação de troca será definida com base no valor patrimonial das cotas no dia anterior à conclusão da operação. Os investidores dos fundos incorporados receberão cotas do PCIP11 de forma proporcional à participação que possuem, segundo o comunicado do Pátria.

Riscos e próximos passos

A proposta ainda depende da aprovação dos cotistas nas AGEs, e a consolidação traz ganhos esperados de escala e eficiência, mas também exige avaliação sobre o perfil combinado de crédito e a execução do processo de incorporação.

Se aprovada, a transação transformaria a escala do PCIP11, aumentando sua representatividade no segmento de FIIs de crédito e gerando efeitos sobre liquidez, custos e retorno potencial, conforme as projeções apresentadas pela gestora.


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