Resultado recorrente do VIUR11 recua 49% no 2º trimestre, dividendos são zerados, houve devolução de capital e o fundo negocia a venda do último imóvel remanescente

O fundo imobiliário VIUR11 apresentou queda significativa no desempenho operacional no segundo trimestre de 2026, em meio ao processo de desinvestimento da carteira.

Os números do período mostram redução do resultado por cota, ausência de distribuição de rendimentos e movimentos de amortização que retornaram capital aos cotistas.

Os dados e explicações constam no relatório trimestral da gestora, conforme relatório trimestral da Vinci Compass.

Desempenho e resultado do trimestre

No 2º trimestre de 2026, o VIUR11 obteve resultado recorrente de R$ 0,106 por cota, recuo de 49% ante igual período de 2025, e, entre abril e junho, não houve distribuição de dividendos aos cotistas, conforme relatório trimestral da Vinci Compass.

Em valores absolutos, o resultado dos imóveis somou R$ 1,37 milhão no trimestre, queda de 81% em relação ao 2T25, e a receita financeira alcançou R$ 2,72 milhões, alta de 240% na comparação anual.

O trimestre também registrou resultado não recorrente negativo de R$ 40,26 milhões, equivalente a R$ 1,494 por cota. Com esse efeito, o resultado total ficou negativo em R$ 1,388 por cota, e o resultado acumulado não distribuído encerrou junho negativo em R$ 1,910 por cota.

Motivo do recuo e estimativas anteriores

Os impactos refletem a reconfiguração patrimonial em curso, com o fundo em desinvestimento, após vender seis dos sete imóveis que compunham a carteira. Em dezembro de 2025 a gestora havia estimado efeito negativo de aproximadamente R$ 43 milhões, ou R$ 1,60 por cota, no regime de caixa.

Na ocasião, a administração informou que, em razão do prejuízo de caixa decorrente da transação, não esperava realizar distribuições mensais até dezembro de 2026, o que sustenta a decisão de não pagar dividendos no 2T26.

Amortização e devolução de capital aos cotistas

Paralelamente à ausência de dividendos, o VIUR11 devolveu capital aos cotistas por meio de amortização parcial. Em maio foi concluída a primeira amortização parcial, no valor bruto de aproximadamente R$ 102,2 milhões, equivalente a R$ 3,79 por cota.

Desse total, cerca de R$ 3,53 por cota foram entregues na forma de cotas do fundo comprador, enquanto R$ 0,26 por cota foram pagos em dinheiro. A administração reforça que amortização e dividendos são eventos distintos, e a amortização de maio não representa retomada dos dividendos mensais.

Carteira remanescente, negociação do último ativo e posição de caixa

Após as vendas, o portfólio próprio ficou concentrado no imóvel ocupado pela Facamp, em Campinas, com 12.088 metros quadrados, ocupação de 100% e contrato atípico, respondendo por 100% da receita de aluguel própria.

O ativo está em processo de potencial venda, com memorando de entendimentos assinado em abril para negociar o imóvel por R$ 35 milhões, além da assunção, pelo comprador, de aproximadamente R$ 2,3 milhões em obrigações vinculadas ao empreendimento.

Alocatária e fundo acertaram também a regularização de débitos, a Facamp reconheceu aproximadamente R$ 1 milhão em aluguéis vencidos de dezembro de 2025 e março de 2026, acrescidos dos encargos, com pagamento dividido em 10 parcelas mensais corrigidas pelo IPCA, e a primeira parcela foi recebida em julho.

Em julho o fundo detinha R$ 20,39 milhões em aplicações financeiras livres e R$ 41,45 milhões em aplicações depositadas em garantia. Considerando essas reservas e descontadas obrigações de aquisição de ativos previstas para 2026, de aproximadamente R$ 3,25 milhões, o relatório apontou caixa líquido total de cerca de R$ 58,58 milhões.

Além disso, como parte do preço das vendas concluídas no fim de 2025, o fundo recebeu R$ 157,7 milhões em cotas do comprador, o que explique parte dos movimentos de caixa e dos resultados não recorrentes.

O desempenho do segundo trimestre, com resultado recorrente 49% menor em relação ao 2T25, dividendos zerados, devolução de capital aos cotistas e tratativas para a potencial venda do último imóvel, reflete o estágio avançado do processo de desinvestimento do fundo.


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