OnlyFans pagou mais de US$ 700 milhões em dividendos ao seu proprietário antes de sua morte, empresa registrou receita de US$ 1,6 bilhão e lucro antes dos impostos de US$ 715 milhões
O dono do OnlyFans recebeu mais de US$ 700 milhões em dividendos antes de morrer no início deste ano, segundo as contas anuais da controladora da plataforma.
Os documentos mostram crescimento na receita e no lucro, e destacam que o negócio gera alto fluxo de caixa com quadro enxuto de funcionários.
Conforme informação divulgada nas contas anuais da Fenix International.
Resultados financeiros e distribuição de dividendos
As contas da Fenix International registram que a receita aumentou 10%, para US$ 1,6 bilhão (R$ 8,24 bilhões), no ano encerrado em novembro de 2025, e que o lucro antes dos impostos cresceu 5%, para US$ 715 milhões (R$ 3,68 bilhões).
Grande parte desses lucros foi distribuída em dividendos ao proprietário, o empresário ucraniano-americano Leonid Radvinsky, que morreu de câncer em março deste ano.
Nos documentos, consta que Radvinsky recebeu US$ 535 milhões (R$ 2,76 bilhões) em dividendos no exercício financeiro de 2025, ante US$ 497 milhões (R$ 2,56 bilhões) no ano anterior, e que outros US$ 174 milhões (R$ 896 milhões) foram pagos em várias parcelas desde o fim do exercício.
Venda de participação e avaliação de mercado
Em abril, foi vendida uma participação de 16% na empresa para a gestora Architect Capital, de San Francisco, por US$ 535 milhões (R$ 2,75 bilhões), o que deu à companhia uma avaliação de mercado de US$ 3,2 bilhões (R$ 16,5 bilhões).
Alguns assessores de Wall Street consideraram essa avaliação baixa para uma empresa tão lucrativa, e apontaram relutância de investidores em se expor a um negócio associado à produção de conteúdo adulto.
Usuários, criadores e pagamentos
O relatório aponta que o número total de contas de criadores do OnlyFans aumentou 9%, para 5 milhões, enquanto o número de contas de usuários cresceu 16%, chegando a 437 milhões em todo o mundo.
Das 5 milhões de contas de criadores, 2,5 milhões foram classificadas como “ativas”, por terem sido utilizadas durante o exercício financeiro encerrado em 30 de novembro de 2025. No mesmo período, havia 132 milhões de contas de fãs ativas.
No ano passado, foram pagos aos criadores cerca de US$ 6,2 bilhões (R$ 31,9 bilhões), depois que o OnlyFans reteve sua parcela de 20% da receita. Desde a criação da plataforma, em 2016, o valor total pago aos criadores já chega a US$ 30 bilhões (R$ 154,5 bilhões).
Controle da empresa e posicionamento da direção
As contas confirmam que o grupo agora é controlado pelo fundo familiar liderado por Katie Chudnovsky, viúva de Radvinsky.
Uma citação presente nos documentos, traduzida para o português, traz as palavras da presidente-executiva do OnlyFans, Keily Blair, dizendo, “Nos dez anos desde o lançamento da plataforma, em 2016, o OnlyFans pagou mais de US$ 30 bilhões (R$ 154,5 bilhões) a criadores de todo o mundo, incluindo mais de US$ 1 milhão (R$ 5,15 milhões) a mais de 5.000 criadores. Como empresa sediada no Reino Unido, também demos uma contribuição significativa à economia britânica, pagando mais de 600 milhões de euros (R$ 3,6 bilhões) em impostos corporativos desde 2016 até hoje.”
O relatório também detalha que o maior mercado do grupo são os Estados Unidos, onde a empresa gerou US$ 965 milhões (R$ 4,97 bilhões) em receita no último exercício financeiro, enquanto Reino Unido e Europa contribuíram com US$ 347 milhões (R$ 1,79 bilhão), e o restante do mundo com US$ 241 milhões (R$ 1,24 bilhão).
Com poucos funcionários, cerca de 47 pessoas, o OnlyFans segue como uma plataforma que gera alto volume de caixa, mantendo vendas e distribuição robustas apesar das controvérsias associadas ao seu modelo de negócio.

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