Varejo digital brasileiro reconfigura pagamentos, logística e espaço físico com crescimento expressivo em 2025, e varejistas revisam opções como PagBank e InfinitePay
O comércio eletrônico no Brasil acelerou em 2025, forçando mudanças rápidas em pagamentos, logística e ocupação de espaço comercial.
Consumidores migraram para transações móveis e instantâneas, enquanto lojistas reorganizam estoques e embalagens para reduzir custos e avarias.
Os dados influenciam decisões sobre máquinas de cartão, soluções de entrega e a busca por pontos comerciais físicos para centralizar operações, conforme informação divulgada pela Abiacom.
Performance do setor e impacto nos meios de pagamento
Em 2025, o varejo digital brasileiro faturou R$ 235,5 bilhões, alta de 15,3% em relação a 2024, com 438,9 milhões de pedidos, ticket médio de R$ 536,6 e 94,2 milhões de consumidores ativos, segundo a Abiacom.
Para 2026, a projeção da entidade é de R$ 259,8 bilhões. A mudança no comportamento de pagamento é marcante, com dispositivos móveis respondendo por 79% das transações online, e o Pix já ocupando papel central, respondendo por 42% dos pagamentos digitais.
No mesmo período, a participação dos cartões de crédito recuou de 40% para 34% nas vendas online, embora os cartões continuem predominando nas lojas físicas, levando comerciantes a avaliar opções como PagBank e InfinitePay para suas máquinas de cartão.
Pressão sobre logística, embalagens e estoque
A expansão do comércio eletrônico afetou diretamente a cadeia logística. Pesquisa da Loggi apontou que pequenas e médias empresas aumentaram suas vendas no e-commerce em 77% em 2025, elevando a demanda por soluções de embalagem e otimização de espaço.
Empresas especializadas, como a Solar Embalagens, relatam maior procura por materiais que reduzam avarias e melhorem a utilização de espaço em centros de distribuição e estoques de vendedores online.
Reflexos fora do digital, aluguel comercial e diversidade de categorias
O crescimento do varejo digital também se reflete no mercado imobiliário, com o levantamento da FipeZap mostrando que o aluguel comercial acumulou alta de 7,83% em 12 meses, associada à retomada de atividades presenciais e à expansão do varejo.
Muitos vendedores que antes operavam apenas de casa passaram a buscar pontos comerciais para centralizar estoque e despacho, aumentando a procura por imóveis em portais especializados.
Em termos de categorias, o segmento de beleza e cosméticos registrou crescimento de 22% nas vendas digitais, impulsionado por skincare, maquiagem e cuidados capilares, e lojas de nicho como a Joh Mega mostram como o e-commerce se diversifica para setores historicamente concentrados no varejo físico.
Estratégias e visão do mercado
Especialistas apontam que a vantagem competitiva está na integração entre meios de pagamento, espaço físico e logística, tratados como parte da experiência de compra, e não como etapas isoladas.
Rodrigo Mendes de Oliveira destacou que “o sucesso das empresas está ligado à integração entre os processos de pagamento, o espaço físico e a logística como componentes da experiência de compra, e não como etapas burocráticas isoladas“, uma orientação que tem guiado investimentos em tecnologia de pagamento, ocupação de espaço comercial e adequação de embalagens.
Com clientes cada vez mais digitais, varejistas, provedores logísticos e fornecedores de pagamento devem continuar adaptando ofertas e operações para reduzir custos, melhorar a experiência e suportar o crescimento projetado para 2026.
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