Coligação do MDB protocolou ação no TRE-AL contra Marina JHC, alegando que ela não teria cumprido o prazo de desincompatibilização da Fejal e que manteve participação em programas da Prefeitura

Uma ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas questiona o registro da candidatura de Marina JHC ao Senado, por suposta irregularidade no prazo de desincompatibilização e por vínculos financeiros e institucionais entre a Fejal e órgãos públicos.

O processo descreve que Marina tomou posse, em 30 de março de 2026, como conselheira da Assembleia Geral da Fejal, e que a função teria atribuições administrativas diretas, o que exigiria afastamento definitivo seis meses antes do pleito.

O MDB afirma também que a candidata pediu apenas licença temporária em julho, com retorno marcado para 5 de outubro, após o primeiro turno, e reuniu publicações em redes sociais que, segundo a coligação, mostram atuação continuada em projetos da prefeitura, como Saúde da Gente e Banco da Mulher Empreendedora, (conforme informação divulgada pelo g1).

Alegações do MDB e detalhes do processo

De acordo com o processo apresentado à Justiça Eleitoral, a coligação liderada pelo MDB aponta que a posse de Marina JHC em 30 de março de 2026 e suas funções na Fejal teriam caráter administrativo, obrigando a desincompatibilização entre 4 de abril e 4 de julho, conforme a legislação eleitoral citada na ação.

O documento lista ainda convênios e contratos entre a Fejal, mantenedora do Centro Universitário Cesmac, e órgãos públicos, como concessão de bolsas com a Prefeitura de Maceió e contratos de serviços educacionais com o Ifal.

Segundo a peça jurídica, publicações nas redes sociais indicariam que Marina manteve o acompanhamento e a divulgação de iniciativas municipais após os prazos legais, e que o retorno previsto para 5 de outubro contraria a exigência de afastamento definitivo.

Defesa de Marina JHC e posicionamento público

Marina JHC foi citada pela Justiça Eleitoral para apresentar defesa no prazo de sete dias, e a coligação do MDB aguarda a análise do TRE-AL sobre o mérito da ação.

Em nota, a candidata qualificou as acusações como manobra política, afirmando, “A tentativa de retirar no tapetão Marina JHC da disputa pelo Senado mostra o desespero dos adversários do povo de Alagoas. A candidatura de Marina JHC representa a esperança de renovação no Senado Federal. Uma mulher, empreendedora, com projetos inovadores, sensibilidade e trabalho já aprovado. Um perfil que assusta os coronéis. Marina JHC está segura de sua candidatura e da vitória em 4 de outubro.”

Outras ações da coligação e o trâmite no TRE-AL

Esta não é a primeira medida do MDB envolvendo Marina JHC. A coligação também protocolou no TRE-AL uma ação que acusa Marina e JHC de propaganda eleitoral irregular em bem público, após ato no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Maceió, no dia 16 de agosto.

Na alegação, o grupo pede a retirada de publicações nas redes sociais e a proibição de novos atos em bens públicos, mas a Justiça Eleitoral negou liminar para remoção das postagens, entendendo que, em análise preliminar, não havia elementos suficientes para caracterizar propaganda irregular.

O processo sobre o registro de candidatura segue em análise no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, e a defesa de Marina terá prazo para se manifestar, antes de eventual decisão sobre a validade do registro.

Contexto eleitoral e pesquisas

Na disputa pelo Senado, a entrada de Marina JHC na chapa alterou o cenário local, após mudanças nas candidaturas e coligações no estado.

Na pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto, Marina aparece com 15% das intenções de voto para o Senado. Ela está atrás de Arthur Lira, com 20%, e Renan Calheiros, com 18%. Esses números mostram que a corrida pelo Senado em Alagoas segue competitiva, enquanto o TRE-AL analisa as alegações sobre o registro.


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