O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a atacar o programa Muralha Paulista durante evento em Ourinhos, no interior do estado.
Segundo Haddad, o plano de segurança do atual governador, Tarcísio de Freitas, mistura ferramentas de inteligência artificial e monitoramento, mas não teria apresentado resultados concretos.
O candidato afirmou que o programa seria, na prática, “uma fraude” por falta de contratos e tecnologia, e defendeu modernização e cooperação entre entes federativos para enfrentar o crime organizado, conforme informação divulgada pela campanha de Fernando Haddad.
O que Haddad disse em Ourinhos
Em sua fala, Haddad declarou, “Nós vamos ter que modernizar o estado e, infelizmente, nesses quatro anos, [São Paulo] não adquiriu nenhuma tecnologia de ponta. Então, o Muralha Paulista é uma fraude”, citou a declaração feita no evento.
O candidato também recordou uma fala anterior, do dia 10, quando afirmou que “o Muralha Paulista está praticamente sem resultado para apresentar. Ficou um nome no portal, mas atrás do nome não tem um contrato, não tem efetivo, não tem tecnologia contratada, não tem nada”.
Propostas de Haddad para segurança e tecnologia
No plano de segurança apresentado em 19 de agosto, a campanha de Haddad inclui maior integração das forças de segurança e aumento do uso de inteligência artificial para cruzar informações sobre ocorrências e dados diversos.
O candidato ressaltou a necessidade de modernizar o monitoramento paulista e pediu uma cooperação federativa mais forte, argumentando, “Sem o uso da cooperação federativa, sem o uso de IA, nós vamos perder para o crime organizado, que está usando a Inteligência Artificial contra nós, inclusive nos crimes digitais”.
Reação e contexto político
As críticas de Haddad ao suposto uso incorreto da tecnologia fortalecem a narrativa da sua campanha sobre segurança, ao passo que o governador Tarcísio de Freitas já rebateu acusações similares em outros momentos.
Em resposta a alegações sobre a gestão das contas do estado, o governador chegou a afirmar que “Isso é absolutamente falso”, ao negar deixar São Paulo sem recursos, posicionamento que compõe o debate entre os candidatos e tem repercussão nas intenções de voto.
O que fica no debate público
O embate coloca no centro da discussão a eficácia de programas que combinam monitoramento e IA, a clareza sobre contratos e investimentos, e a necessidade de cooperação entre esferas de governo para enfrentar o crime organizado.
A disputa também tende a influenciar como a opinião pública passa a avaliar entregas em segurança, transparência na contratação de tecnologia e as propostas de cada candidatura para modernizar a polícia e ferramentas de investigação.

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