Financiamento imobiliário com recursos da poupança registra R$ 20,96 bilhões em julho, é o melhor resultado para o mês na série histórica e mostra força do SBPE

O mercado de crédito para habitação voltou a acelerar em julho, com destaque para o uso de recursos da poupança no financiamento imobiliário.

O volume e o número de operações cresceram, refletindo maior demanda por compras e construções, e algum afrouxamento das condições de crédito.

Os números oficiais mostram avanço expressivo, conforme informação divulgada pela Abecip.

Desempenho mensal e acumulado

Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança somaram R$ 20,96 bilhões em julho, é o melhor resultado para o mês da série histórica, segundo a Abecip, e representa crescimento de 21% em relação a junho no SBPE.

No acumulado de janeiro a julho de 2026, os desembolsos com recursos da poupança totalizaram R$ 115,5 bilhões, resultado 36,3% maior que no mesmo período do ano passado, segundo a Abecip.

Em termos acumulados nos últimos 12 meses, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o montante financiado nas modalidades de aquisição e construção chegou a R$ 187 bilhões, crescimento de 12,2% em relação ao período precedente, conforme a mesma fonte.

Quantidade de imóveis financiados

Foram financiadas aquisições e construções de 57,9 mil imóveis no mês, número que representa alta de 18,8% em relação a junho.

Na comparação anual, o avanço foi ainda mais marcado, com aumento de 61,2% em relação a julho do ano passado, segundo dados divulgados pela Abecip.

O que é o SBPE e como ele opera

O SBPE, ou Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, é a principal modalidade de financiamento imobiliário do Brasil, ele utiliza recursos captados nas cadernetas de poupança para conceder crédito à habitação.

O capital vem de uma porcentagem dos depósitos feitos nas contas de poupança, e o público-alvo inclui majoritariamente a classe média e alta, além de imóveis com valores acima do teto do programa Minha Casa, Minha Vida.

Podem ser financiados imóveis residenciais, comerciais e terrenos, novos ou usados, com prazo que pode chegar a até 35 anos, e parcela mensal limitada a 30% da renda bruta familiar, segundo a Abecip.

Impacto para quem busca financiar

Com os números recentes, quem planeja comprar ou construir pode encontrar mais oferta de crédito via financiamento imobiliário com recursos da poupança, e prazos longos são uma vantagem para planejamento financeiro.

Importante avaliar o sistema de amortização, que costuma ser SAC ou Tabela Price, e o enquadramento em SFH ou SFI, já que isso influencia juros e uso do FGTS, conforme orientações da Abecip.

Esses dados mostram recuperação do setor e ampliam alternativas para quem busca imóvel, mas a decisão precisa levar em conta renda, parcela máxima compatível e condições contratuais.


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