Crédito imobiliário com recursos da poupança registra o melhor julho da série histórica, com forte alta mensal e anual e impacto na projeção anual do setor

O crédito imobiliário com recursos da poupança teve desempenho robusto em julho, trazendo sinais de aquecimento no financiamento de imóveis de maior valor. Os números mostram recuperação tanto na quantidade de contratos, quanto no volume financeiro, alimentando expectativas do mercado.

A dinâmica recente levou a Abecip a revisar suas estimativas para 2026, após meses de resultados acima do esperado. A aceleração envolve diferentes fontes de recursos, incluindo a participação do FGTS, que tem orçamento reforçado neste ano.

Os dados foram divulgados pela Abecip, que compilou a série histórica e detalhou os números e a evolução mensal e anual do segmento, conforme informação divulgada pela Abecip.

Resultados de julho

O crédito imobiliário com recursos da poupança somou R$ 20,96 bilhões em julho, o melhor resultado para o mês da série histórica. O dado mostrou crescimento de 21% em relação ao mês passado e de 76,7% na comparação com julho de 2025.

Unidades financiadas e destino dos recursos

Em julho, os imóveis financiados somaram 57,9 mil unidades, o que representa um crescimento de 18,8% ante junho e de 61,2% em relação a um ano antes. A aquisição de empreendimentos abocanhou quase 70% do crédito imobiliário, ou R$ 14,5 bilhões, e o restante foi destinado para a construção.

Acumulado no ano e projeções da Abecip

De janeiro a julho, o crédito imobiliário com recursos da poupança alcançou R$ 115,5 bilhões, um avanço de 36,3% em relação aos R$ 84,8 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O desempenho acima do esperado nos últimos meses fez a Abecip elevar nesta semana a projeção de crescimento do crédito imobiliário em 2026 de 16% para 25%, passando dos R$ 400 bilhões, considerando todas as fontes de recursos, incluindo o FGTS.

Situação da caderneta de poupança

A caderneta de poupança, fonte de recursos para o financiamento desse segmento de imóveis, voltou a apresentar saldo negativo em julho. Os saques superaram os depósitos em R$ 7 bilhões, uma piora em relação a um ano antes, quando o saldo caiu em R$ 5,3 bilhões.

No acumulado do ano, a captação de recursos da caderneta está negativa em R$ 37,5 bilhões, menos do que no mesmo período de 2025, quando houve saída de R$ 43,7 bilhões. Esse movimento da poupança é um ponto de atenção para a sustentabilidade do fluxo de recursos destinados ao crédito imobiliário com recursos da poupança.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *