Com juros elevados, o mercado registra alta nas unidades lançadas, 21,2 mil em 2024 e 25 mil no acumulado de 12 meses, influenciado pelo Plano Diretor

O mercado imobiliário do Rio segue aquecido, mesmo em um cenário de juro alto, com movimentos fortes nos lançamentos residenciais e turísticos.

Investidores e construtoras estão reagindo a mudanças nas regras urbanísticas, que abriram espaço para novos projetos na cidade, e a demanda por aluguel de curta temporada.

Esses fatores criaram um novo ciclo, com volume relevante de unidades e aumento do valor geral de vendas, conforme levantamento recente.

conforme informação divulgada pela consultoria Brain Inteligência Estratégica e pela Ademi-RJ.

O que mudou com o novo Plano Diretor

Mudanças nas regras de construção, com o novo Plano Diretor da cidade, de 2024, facilitaram projetos residenciais na Zona Norte, no Centro e na Região Portuária, com foco no programa Minha Casa, Minha Vida.

Além disso, o turismo aumenta o apetite por projetos de hotelaria e por empreendimentos desenhados para o aluguel por temporada, também facilitados pelo novo Plano Diretor.

Números e sinais do novo ciclo

Em 2024, o número de unidades lançadas disparou 42%, para 21,2 mil, segundo a consultoria Brain Inteligência Estratégica.

Ano passado, houve redução de 8% nas unidades lançadas, mas os lançamentos somaram R$ 16,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV, um indicador de mercado), salto de 28%.

O ano começou com 6,6 mil unidades lançadas, e, no acumulado em 12 meses até junho, foram 25 mil, segundo Leonardo Mesquita, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Rio (Ademi-RJ).

Quem se beneficia e como

Construtoras que focam em habitação popular, mercados locais na Zona Norte e no Centro, e empreendimentos voltados ao turismo são os maiores beneficiados pela mudança.

O foco em programas como o Minha Casa, Minha Vida e projetos para aluguel por temporada ajuda a manter o ritmo de lançamentos, mesmo com custo do dinheiro elevado.

Riscos e perspectivas

Apesar dos sinais positivos, o setor enfrenta o desafio dos juros altos, que podem limitar a demanda por crédito e o ritmo de vendas no médio prazo.

Analistas apontam que a continuidade do ciclo dependerá da capacidade do mercado em converter lançamentos em vendas, e da evolução das condições de financiamento.


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