Um terreno às margens da Avenida Brasil, na altura de Ramos, vai se transformar em um grande condomínio residencial, com mais de 1.200 unidades distribuídas em duas torres. A obra ocupa o espaço de um antigo galpão de confecção, próximo ao acesso para a Ilha do Governador.
O projeto promete oferta de moradia em tamanhos compactos, serviços e áreas de lazer, além de acesso pela Avenida Teixeira de Castro. A iniciativa chega ao bairro em meio a um movimento maior de intervenção urbana na região.
Os detalhes do lançamento e das características do empreendimento foram divulgados pela construtora responsável, e as informações detalhadas constam nas comunicações oficiais da empresa, conforme informação divulgada pela Cury.
O projeto e as unidades
Segundo a Cury, o condomínio terá apartamentos entre 30 a 38 metros quadrados, em duas torres, com mais de 1.200 unidades ao todo. A companhia estima o Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 350 milhões para o empreendimento, que será lançado em duas fases.
O conjunto incluirá área de lazer com piscinas, churrasqueira, brinquedoteca, lavanderia e academia, entre outros espaços pensados para atender perfis de moradia compacta e famílias pequenas, bem como quem busca investimento na região.
Localização e acesso
O terreno fica às margens da Avenida Brasil, em Ramos, com acesso previsto pela Avenida Teixeira de Castro. A proximidade ao acesso para a Ilha do Governador torna a localização estratégica, tanto para moradores quanto para quem precisa se deslocar pela cidade.
O uso de um antigo galpão mostra a tendência de aproveitamento de terrenos subutilizados para equipamentos residenciais, em linha com políticas urbanas que buscam revitalizar áreas degradadas.
Contexto urbano e o Reviver Zona Norte
O lançamento ocorre dentro do perímetro do programa municipal Reviver Zona Norte, anunciado no ano anterior, que aposta em levar novos moradores para áreas degradadas, para atrair investimentos privados sobretudo em empreendimentos residenciais.
O programa prevê mais de 14 mil novas unidades habitacionais, além de reurbanização de vias, criação de áreas verdes e incentivos à iniciativa privada. A região, segundo dados oficiais, perdeu 19% da população entre 2010 e 2022.
Impactos e expectativas
Além do aporte privado estimado pelo VGV, o projeto se beneficia de instrumentos como a Zona Franca Urbanística, que permite aumento de potencial construtivo e gabarito, buscando viabilizar projetos de maior escala ao longo da Avenida Brasil.
O empreendimento deve contribuir para a oferta habitacional na Zona Norte, e a Prefeitura prevê parcerias público-privadas para viabilizar intervenções de requalificação, recuperação de imóveis e melhorias na infraestrutura local.
Resta acompanhar o cronograma de lançamento da construtora e a evolução das ações públicas na região, para avaliar se a chegada de novos empreendimentos como este irá reverter o processo de perda populacional e atrair serviços e investimentos complementares.

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