Negociação entre TRXF11 e Cyrela por portfólio de cinco ativos, avaliada em cerca de R$ 2,14 bilhões, está em revisão após TRXF11 encerrar outra operação, cenário permanece incerto
Uma negociação entre o fundo imobiliário TRXF11 e a Cyrela avaliada em cerca de R$ 2,14 bilhões passa por revisão, em um movimento que aumentou a incerteza sobre o futuro do acordo.
O negócio, em estágio preliminar, envolveria quatro galpões logísticos e um ativo corporativo em São Paulo, além de participação do TRXF11 como investidor âncora em fundos geridos pela Cy.Capital.
Os detalhes ainda dependem de auditorias e documentos definitivos, conforme apuração do NeoFeed.
O que estava sendo negociado
O memorando de entendimentos não vinculante celebrado pelo TRXF11 apontava para uma potencial aquisição do portfólio ligado ao grupo Cyrela, com participação de vendedores associados à companhia e atuação da gestora TRX.
Segundo a divulgação, o portfólio incluiria quatro galpões logísticos e um ativo corporativo, e a estrutura prevista também contemplava a criação de dois novos fundos imobiliários geridos pela Cy.Capital, nos quais o TRXF11 atuaria como investidor âncora.
Valores e condições informadas
As partes trouxeram números próximos, porém distintos. O fato relevante do TRXF11 atribuiu R$ 2,13 bilhões à potencial aquisição, enquanto a Cyrela informou aproximadamente R$ 2,14 bilhões para o portfólio.
A Cyrela ainda indicou que esse montante poderia receber acréscimo de até R$ 103 milhões caso determinadas participações de terceiros fossem adquiridas.
Pela estrutura divulgada, aproximadamente 50% do preço seria pago em moeda corrente e 50% em cotas do TRXF11, mas o memorando não obrigava a conclusão da transação, que dependia de auditorias, documentos definitivos e aprovações aplicáveis.
Por que a revisão preocupa
A revisão do negócio ganhou destaque porque ocorre logo após o TRXF11 confirmar a desistência de outra operação, envolvendo lajes do Pátio Victor Malzoni, na Avenida Faria Lima, em São Paulo.
No caso do Pátio Malzoni, a desistência foi confirmada na quinta-feira, 27, quando o fundo informou que mudanças nas condições de mercado impediram o cumprimento de determinadas condições precedentes.
Ao contrário desse desfecho, a negociação ligada à Cyrela permanece sem confirmação pública de cancelamento, apenas sob revisão, o que mantém o mercado em expectativa.
Escala do TRXF11 e próximos passos
Os números do fundo ajudam a dimensionar o porte da operação. Em levantamento atualizado em 24 de agosto, o BB Investimentos registrava R$ 6,1 bilhões em patrimônio líquido e 343.736 cotistas no TRXF11.
No relatório gerencial referente a julho, o fundo registrava 120 imóveis e 1.466.574 m2 de área bruta locável, indicadores que ilustram a escala da carteira, mas que não permitem calcular o impacto da possível aquisição antes da definição da estrutura final.
Um elemento observado pelo mercado é que um comunicado recente do TRXF11 sobre sua 13ª emissão de cotas não mencionou a Cyrela entre os ativos considerados para aquisição, porém essa ausência isolada não comprova o cancelamento do acordo.
Para avançar, a transação dependeria da mesma sequência prevista no memorando, auditorias e documentos definitivos, e de aprovações aplicáveis, portanto, o desfecho ainda está em aberto.

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