SNAG11 pagou R$ 0,12 por cota em julho, teve resultado líquido maior e elevou a reserva para R$ 9,23 milhões, porém a manutenção do nível de dividendos não é garantida

O Fiagro SNAG11 distribuiu no mês de julho R$ 0,12 por cota, enquanto o resultado líquido por cota ficou em R$ 0,129, gerando uma margem positiva para reforço da reserva.

No total, o SNAG11 apresentou resultado de R$ 11,54 milhões, repassou R$ 10,73 milhões aos investidores e acrescentou cerca de R$ 804 mil à reserva pós-distribuição.

Esses dados constam do relatório gerencial divulgado pela Suno Asset e publicado no Fundos.NET, conforme informação divulgada pela gestora.

Resultado de julho e distribuição

Em julho, a receita distribuível do SNAG11 chegou a R$ 12,50 milhões, e após despesas de aproximadamente R$ 962 mil, o resultado final foi de R$ 11,54 milhões.

A gestão distribuiu R$ 0,12 por cota, enquanto o resultado líquido alcançou R$ 0,129 por cota, uma diferença que representa uma margem positiva de aproximadamente R$ 0,009 por cota.

No montante consolidado, o fundo distribuiu R$ 10,73 milhões e adicionou cerca de R$ 804 mil à reserva, elevando a reserva para R$ 9,23 milhões, equivalente a R$ 0,103 por cota.

Composição de receitas e indicadores

Os juros recebidos dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio, os CRAs, responderam por R$ 7,64 milhões, e rendas de outros Fiagros somaram R$ 3,77 milhões, com aluguéis e aplicações financeiras complementando o resultado.

O relatório informa também um dividend yield anualizado de 15,6%, calculado sobre a cota de mercado usada pela gestão no fechamento do período, e ressalta que essa taxa pressupõe a repetição do pagamento mensal, sem garantir rentabilidade futura.

Riscos, inadimplência e posição patrimonial

Ao final de julho, o SNAG11 registrou inadimplência de 0%, com carteira composta por 13 ativos e exposição a 264 devedores, e remuneração média de CDI mais 2,66% ao ano.

A ausência de atrasos é positiva, mas não elimina riscos, entre eles deterioração financeira dos devedores, renegociação ou atraso de pagamentos, execução insuficiente das garantias, concentração em emissores ou cadeias, e variações nas taxas de juros e nos preços agrícolas.

O patrimônio líquido informado pela gestora encerrou julho em R$ 911,45 milhões, a cota patrimonial ficou em R$ 10,19, e a cota de mercado usada no relatório era de R$ 9,87, resultando em um P/VP de aproximadamente 0,97.

O fundo também terminou o período com R$ 60,37 milhões em caixa, equivalentes a 6,62% do patrimônio, parte desses recursos sendo direcionada gradualmente para novas oportunidades.

Projeção até outubro e orientações ao investidor

A gestão projetou uma faixa estimada de R$ 0,115 a R$ 0,125 por cota para os rendimentos de agosto, setembro e outubro de 2026, indicando pagamentos próximos dos R$ 0,12 recentes, mas salientando que se trata de um guidance, e não de garantia.

O histórico entre janeiro e agosto de 2026 mostra os valores anunciados oscilando entre R$ 0,12 e R$ 0,20 por cota, o que reforça a ideia de que pagamentos mensais podem variar conforme a receita da carteira, despesas, novas alocações e situação financeira dos devedores.

Para quem considera investir no SNAG11, os números de julho mostram sinais positivos, como resultado superior à distribuição, aumento da reserva e inadimplência zerada, mas o fundo envolve riscos de crédito, mercado, liquidez e concentração, e suas cotas não contam com a proteção do FGC.

Ao final de julho, a base de cotistas já se aproximava de 138.652 investidores, com volume negociado no mês de aproximadamente R$ 48,6 milhões, e média diária próxima de R$ 2,1 milhões, o que contribui para a liquidez, mas não elimina a possibilidade de oscilações de preço.


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