Hotéis de luxo e redes aéreas reduziram tarifas e oferecem benefícios para recuperar clientes depois do impacto da guerra na região.
Promoções miram tanto turistas estrangeiros quanto moradores locais, entre pacotes, créditos em restaurantes e diárias grátis.
As medidas procuram reconquistar confiança em áreas como Dubai e Doha, e aliviar perdas do setor, conforme informação divulgada pela VEJA.
Por que os descontos no turismo no Golfo aumentaram
Depois de décadas e vultosas somas de dinheiro investidas para transformar Catar e Emirados Árabes Unidos em destinos seguros, a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã mudou o cenário.
Imagens de aeroportos atingidos e alvos nas proximidades reduziram a demanda imediatamente, e o fluxo de visitantes, que antes lotava hotéis e shoppings, minguou de uma hora para outra.
Segundo a reportagem, a ocupação dos quartos caiu drasticamente, “de 84% antes da guerra, ela recuou para o atual patamar de 30%, segundo a plataforma CoStar.”
Quais ações estão em curso
Governos e empresas apelaram para descontos e pacotes agressivos, com destaque para a campanha Dubai Invite, que oferece benefícios na casa dos 4 000 reais para moradores que levem parentes e amigos até o fim de outubro.
Em menos de 48 horas, “10 000 dubaienses se inscreveram”, segundo a fonte, e um pacote de sete dias, com passagem aérea e hospedagem, está saindo na casa de 9 000 reais, 3 000 a menos do que no cenário pré-conflito.
As diárias no Burj Khalifa e em grandes redes “caíram 20%”, e a queda de demanda também atingiu as rotas aéreas, com relatos de que as aterrissagens internacionais em Dubai diminuíram 20%.
Impacto econômico e citações oficiais
O prejuízo sofrido pela região chegou a números relevantes, na ordem de “600 milhões de dólares por dia” no auge, de acordo com a cobertura.
Autoridades locais buscam transmitir estabilidade, com o CEO da Corporação de Turismo e Marketing Comercial de Dubai afirmando, “Estamos abertos, operantes e seguros”, e a presidente do World Travel & Tourism Council avaliando, “A indústria de viagens do Oriente Médio continua a demonstrar alta resiliência, com uma recuperação que se espera rápida”.
Companhias como Qatar Airways e Emirates facilitaram remarcações sem custo, e empresas aéreas dos EAU oferecem diárias gratuitas e cupons em restaurantes e casas de show.
O que muda para quem viaja
Para turistas, a situação abre oportunidades: atrações menos cheias, promoções em shoppings e preços de outlet, e facilidade em atrações que antes exigiam longas filas.
Ao mesmo tempo, alguns passeios foram temporariamente suspensos, e o icônico Burj Al Arab segue fora de atividade, “fora de atividade desde que foi atingido por um drone”, com reparos que anteciparam uma reforma prevista.
Quem decidir visitar a região pode encontrar ofertas vantajosas, mas precisa avaliar riscos e escolher seguros e flexibilidades de viagem, pois a estabilidade pode variar conforme o desenrolar do conflito.

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