O Ministério Público Eleitoral de São Paulo arquivou a denúncia apresentada pela campanha do candidato do PT ao governo, Fernando Haddad, sobre uma suposta intimidação envolvendo seu motorista na noite de 11 de agosto.

Segundo a apuração do órgão, não há elementos que caracterizem crime eleitoral praticado pelo governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, nem provas suficientes de direcionamento político na atuação da polícia militar.

O caso gerou questionamentos pela coincidência temporal e geográfica das abordagens registradas, ainda assim, o MP Eleitoral concluía pelo arquivamento, conforme informação do Ministério Público Eleitoral de São Paulo.

O que foi denunciado

A denúncia apontava que o veículo do motorista de Haddad foi perseguido por uma viatura da Polícia Militar em 11 de agosto, e que a ação poderia configurar tentativa de intimidação ao candidato.

A campanha afirmou preocupação com a sequência de contatos visuais e abordagens atípicas ao mesmo veículo, e levou o caso ao MP Eleitoral para apuração dos fatos.

Fundamentação do procurador

O procurador regional eleitoral, Paulo Taubemblatt, afirmou que, diante das informações prestadas, “resta afastada qualquer dúvida quanto à eventual prática de ilícitos eleitorais pelo governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas”.

Taubemblatt também avaliou ser “inverossímil” a versão apresentada pelo atual governo, registrando que “Mostra-se inverossímil que, em um interregno de apenas 44 minutos e em um raio geográfico estreito, duas guarnições distintas do Programa de Força Tática — forças de apoio especializado e de elite pertencentes a batalhões territoriais diferentes (3º BPM/M e 12º BPM/M) — tenham estabelecido sucessivos contatos visuais e abordagens atípicas com os mesmos representantes e com o mesmo veículo Ford Fusion”.

Consequências e leitura política

Com o arquivamento pelo MP Eleitoral, não haverá investigação por crime eleitoral sobre a conduta atribuída ao governador no episódio, segundo a conclusão do procurador.

Ainda assim, o reconhecimento de que a versão oficial apresenta elementos “inverossímeis” abre espaço para questionamentos políticos e pedidos de esclarecimento sobre a atuação das corporações envolvidas, mesmo sem desdobramentos eleitorais formais.

O que fica

O desfecho afasta a possibilidade de enquadramento eleitoral, e coloca o episódio no campo das explicações institucionais e administrativas, com atenção às informações detalhadas fornecidas ao MP Eleitoral pelas partes envolvidas.


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