Escalada militar entre Estados Unidos e Irã no Golfo, alta do petróleo e retomada dos juros de longo prazo pressionam as bolsas de NY e renovam receios fiscais e de mercado
As Bolsas de NY fecharam em queda nesta segunda-feira, em um dia sem indicadores econômicos relevantes, com investidores reagindo à piora do cenário geopolítico e à pressão nos juros, sem perder, no entanto, os ganhos acumulados do mês.
A retomada das ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã marcou o rompimento de um período de cessar-fogo relativo entre os países e impulsionou um forte avanço nos preços do petróleo, elevando a aversão ao risco em Wall Street.
Ao mesmo tempo, os juros de longo prazo dos Treasuries voltaram a subir, contribuindo para a piora do sentimento entre investidores e para a correção das ações, sobretudo em setores mais sensíveis a custo de capital.
conforme informação divulgada pelas fontes fornecidas
Movimento dos índices e desempenho mensal
Em termos pontuais, Bolsas de NY registraram recuos na sessão, com impacto visível nos principais índices. O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,70%, aos 53.185,90 pontos; o S&P 500 cedeu 0,33%, aos 7.686,14 pontos; e o Nasdaq caiu 0,12%, aos 26.370,89 pontos. No mês, as bolsas ganharam 1,34%, 2,62% e 3,93%, respectivamente.
Juros, Tesouro dos EUA e receios fiscais
As taxas de longo prazo voltaram a subir após declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre a atuação do Departamento no mercado de renda fixa e sobre a seara fiscal americana. Bessent afirmou que ainda não fez nenhuma compra de títulos e que não há uma crise no mercado de Treasuries, além de ter dito que a única saída para a dívida americana é por meio do crescimento da economia, semanas após ela ter atingido a marca de US$ 40 trilhões.
Essas declarações reacenderam preocupações sobre como o Tesouro atuará se houver nova volatilidade, e os receios fiscais também causaram alguma turbulência nas bolsas ao longo do mês.
Impacto do petróleo e do setor de tecnologia
O avanço nos preços do petróleo pressionou ativos mais arriscados e elevou incertezas sobre inflação e custos futuros para empresas, somando-se ao efeito da alta dos juros. Apesar do cenário, o mês foi sustentado por resultados trimestrais fortes.
O setor de tecnologia foi responsável por boa parte do ganho mensal, com destaque para ações de empresas como Nvidia, Microsoft e Micron, que ajudaram a limitar perdas recentes, mesmo diante do sentimento mais cauteloso em Wall Street.
Perspectiva para os próximos dias
Com a escalada militar no Golfo e a trajetória dos Treasuries no radar, investidores devem seguir atentos a novas informações geopolíticas, ao comportamento do preço do petróleo e a possíveis sinais de ação do Tesouro dos EUA, fatores que podem intensificar a volatilidade nas Bolsas de NY nos próximos pregões.

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