Os principais índices de Nova York encerraram a sessão em baixa nesta segunda-feira, em um dia sem indicadores econômicos relevantes, mas marcado por tensão geopolítica e movimentos no mercado de juros.

A retomada das ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã elevou o preço do petróleo e afetou o humor dos investidores, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA voltaram a subir, ampliando a pressão sobre ações sensíveis a taxas.

O movimento antecede a divulgação de resultados e deixa o mercado atento a novas declarações do Tesouro e a possíveis desdobramentos no Golfo, conforme informação divulgada pelo g1.

Desempenho dos índices

O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,70%, aos 53.185,90 pontos; o S&P 500 cedeu 0,33%, aos 7.686,14 pontos; e o Nasdaq caiu 0,12%, aos 26.370,89 pontos. No mês, as bolsas ganharam 1,34%, 2,62% e 3,93%, respectivamente.

As quedas do dia interromperam uma sequência relativa de estabilidade, mas não evitaram que o mês de agosto fechasse no campo positivo, sustentado por balanços corporativos fortes, especialmente no setor de tecnologia.

Juros, Tesouro e impacto nas expectativas

Os juros de longo prazo dos Treasuries voltaram a subir após uma série de declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sobre a atuação do Departamento no mercado de renda fixa e sobre a seara fiscal americana.

Em suas falas, Bessent afirmou que “ainda não fez nenhuma compra de títulos”, que “não há uma crise no mercado de Treasuries”, além de ter dito que “a única saída para a dívida americana é por meio do crescimento da economia”, semanas após ela ter atingido a marca de US$ 40 trilhões.

Essas declarações reacenderam receios fiscais e questionamentos sobre a intervenção do Tesouro, elevando a volatilidade dos preços dos títulos e contribuindo para o clima de aversão ao risco em Wall Street.

Petróleo, geopolítica e concentração em tecnologia

A retomada das ofensivas militares entre Estados Unidos e Irã marcou o rompimento de um período de cessar-fogo relativo entre os países e culminou em um forte avanço dos preços do petróleo, pressionando ativos globais e custos para setores sensíveis a energia.

No campo acionário, o suporte mensal veio de fortes resultados trimestrais, com o setor de tecnologia contribuindo para boa parte do desempenho positivo do mês, sobretudo pelas ações da Nvidia, Microsoft e Micron.

Investidores seguem monitorando os próximos capítulos no Golfo, a trajetória dos rendimentos dos Treasuries e o calendário de balanços, fatores que vão determinar se a pressão vista nesta sessão se intensifica ou cede nos próximos dias.


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