BB Investimentos mantém carteira para setembro com 16 fundos divididos entre renda e ganho, cada um representando 6,25% da carteira consolidada, veja os motivos e riscos

O Banco do Brasil optou por não alterar a seleção de FIIs para setembro, repetindo a carteira recomendada de agosto, sem trocas entre os 16 fundos escolhidos.

A montagem traz duas estratégias iguais em peso, uma voltada para geração de renda e outra para ganho de capital, com cada fundo representando 6,25% da carteira consolidada.

O banco diz priorizar gestores consolidados, fundos de crédito com menor risco e portfólios protegidos por contratos de longo prazo, em um cenário que exige cautela.

conforme informação divulgada pelo BB Investimentos.

Como é a carteira recomendada e por que não houve mudanças

A seleção reúne 16 FIIs, divididos igualmente entre a estratégia de renda e a de ganho, com cada fundo tendo peso de 6,25% na carteira consolidada.

Segundo os analistas André Oliveira e Victor Penna, “Seguimos cautelosos para o segundo semestre, com preferência por fundos considerados top players”, justificando a manutenção diante da volatilidade recente.

O banco avalia que a queda das cotas fez fundos qualificados negociarem com descontos acima das médias históricas, abrindo uma janela de entrada para investidores com horizonte de médio e longo prazo.

Principais fundos, restrições e recomendações práticas

A carteira de renda reúne fundos com foco em distribuição de dividendos e menor volatilidade, enquanto a carteira de ganho busca teses sólidas que hoje negociam com desconto por fatores pontuais ou pelo ambiente macroeconômico.

O BB alerta que o KNIP11 é destinado exclusivamente a investidores qualificados, e orienta que, caso não seja possível investir nesse fundo, o valor seja distribuído entre os outros fundos de crédito da carteira.

O banco também prioriza fundos com portfólios diversificados e contratos de longo prazo, além de gestores consolidados, como forma de mitigar riscos.

Desempenho recente das carteiras e números importantes

Em agosto, o Ifix recuou 1,46%, ficando em 3.762 pontos, depois de chegar a caminhar para o pior desempenho mensal desde novembro de 2022.

Na comparação das estratégias do BB, a carteira de ganho avançou 0,14% em agosto, superando a queda de 1,46% do Ifix, e acumula valorização de 10,89% em 12 meses, contra 8,23% do índice.

A carteira de renda, por sua vez, recuou 1,79% em agosto, acumula ganhos de 1,38% em 2026 e de 8,20% nos últimos 12 meses, com dividend yield anualizado de 12,52% em agosto, ante 12,88% do índice.

Entre destaques pontuais, o Vinci Logística, VILG11, subiu 3,97%, e o Pátira Logística, HGLG11, avançou 1,43%. Na ponta negativa, o Pátira Securities, PSEC11, caiu 3,67%.

No segmento de renda, o Guardian Real Estate, GARE11, teve alta de 3,60% e foi destaque, enquanto o TRX Real Estate, TRXF11, despencou 12,06% após anunciar uma oferta de até R$ 10 bilhões, movimento que gerou preocupação sobre diluição e pressão nos resultados recorrentes.

O Pátira Recebíveis Imobiliários, HGCR11, estreou na carteira e subiu 2,39%, por oferecer exposição relevante ao CDI e maior estabilidade na distribuição de dividendos.

Riscos macro e recomendações finais para investidores

O BB destaca, no cenário doméstico, a deflação de 0,40% registrada pelo IPCA-15 de agosto, resultado mais favorável que a expectativa de queda de 0,32%, leitura que renovou apostas em nova redução da Selic, mas o banco aponta riscos fiscais e eleitorais.

No exterior, a política monetária dos Estados Unidos mantém atenção, com dados mistos e um Federal Reserve em tom mais duro, preservando juros americanos em patamares restritivos e pressionando moedas de emergentes.

Para quem busca FIIs para comprar em setembro, a recomendação do BB é manter disciplina, priorizar fundos de gestores consolidados, avaliar exposição a crédito e contratos de longo prazo, e considerar horizonte de médio a longo prazo diante da volatilidade atual.


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