BRB aceita avançar no processo de concessão de pontos turísticos do DF, banco diz que “topa tudo” para viabilizar a saída, e governo avalia PPP ou investidores privados

A Secretaria de Turismo do Distrito Federal iniciou a busca por empresas interessadas em assumir pontos turísticos hoje geridos pelo BRB, com a meta de revitalizar e atrair eventos de grande porte.

A proposta do GDF é levar ao setor privado a responsabilidade por reformas e exploração, transformando locais como o Autódromo em espaço para shows internacionais e grandes corridas.

Em reunião nesta quinta-feira entre o secretário Bernardo Antunes e o diretor executivo de operações do Banco de Brasília, Tunas Ferreira, o banco concordou em seguir com o processo, porém com condições sobre a gestão dos espaços, conforme informação divulgada pelo Painel.

BRB aceita o processo, mas pede manter a gestão

Segundo participantes do encontro, o BRB se antecipou e concordou com a concessão de pontos turísticos proposta pelo GDF, admitindo que não tem condições, neste momento, de investir nos locais.

Durante a reunião, Tunas Ferreira chegou a afirmar que “topa tudo”, reconhecendo a limitação financeira do banco, e solicitou a continuidade da gestão dos espaços pelo BRB, mesmo que o retorno financeiro após a reforma passe a beneficiar a empresa que assumir a concessão.

Objetivo do GDF e opções avaliadas

O governo pretende que o setor privado assuma e revitalizе os pontos turísticos para ampliar a oferta cultural e turística da capital, com possibilidades que vão desde concessão administrativa, até Parceria Público-Privada ou atração direta de investidores.

Como exemplo, o GDF quer transformar o Autódromo em um local apto a receber shows internacionais além de grandes eventos de automobilismo, usando a concessão de pontos turísticos como instrumento para recuperar infraestrutura e gerar receita.

Crise do BRB e situação atual dos espaços

O banco vive uma crise de liquidez, pois, conforme a informação recebida, o banco vive uma crise de liquidez após adquirir mais de R$ 12 bilhões em carteiras fraudadas do banco Master, situação que impede aportes próprios nas estruturas turísticas.

O BRB assinou contratos para gerir a Torre de TV por 20 anos e o Autódromo por 30 anos, mas em razão da crise não pretende mais investir na recuperação, o que tem deixado os espaços subutilizados.

Um reflexo da situação é que o Autódromo tem sido usado principalmente para treino de ciclistas, ao invés de eventos e atividades para grande público, o que reforça a urgência da concessão de pontos turísticos para reativar esses locais.

Próximos passos e desafios

A Secretaria de Turismo ficou de alinhar as ações e apresentar as opções ao BRB e ao mercado, e o banco já manifestou concordância em seguir com o processo, com a condição de manter a gestão.

Resta à administração pública definir o modelo jurídico e financeiro mais adequado, conciliar o pedido do banco com a necessidade de atrair investimentos privados, e acelerar editais que tornem a concessão de pontos turísticos atrativa para empresas nacionais e internacionais.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *