Uma parceria entre São Paulo e Xangai vai buscar soluções para aumentar a oferta habitacional por meio de técnicas industrializadas e sustentáveis, com troca de conhecimento e avaliação tecnológica.

O memorando prevê estudos sobre produção industrializada e sustentável na habitação, eficiência energética, edificações verdes e sistemas construtivos como construção modular e pré-fabricada.

Acordos e detalhes foram discutidos durante viagem de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo, conforme informação divulgada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo.

O que prevê o memorando

O documento, assinado pelo secretário da SDUH, Marcelo Branco, formaliza uma parceria para promover a cooperação China-Brasil e realizar estudos relacionados a edificações verdes, eficiência energética e produção industrializada e sustentável na habitação. O acordo tem validade de três anos, e prevê troca de experiências, avaliações de tecnologias e apoio técnico para adaptar soluções ao contexto paulista.

Transferência de tecnologia e experiência prática

A iniciativa combina a expertise chinesa em ampliar capacidade construtiva e transferir tecnologia, com o conhecimento da SDUH sobre as realidades locais. A parceria inclui avaliações de sistemas construtivos industrializados, com ênfase em construção modular ou pré-fabricada, que podem acelerar prazos de entrega e reduzir desperdícios.

Modelo de propriedade compartilhada, financiamento e acesso

Entre as estratégias conhecidas pela delegação paulista está o modelo de propriedade compartilhada, chamado “shared-ownership housing” ou “co-owned housing”, pensado para facilitar o acesso de parcela da classe média, baixa e de jovens à casa própria. Nesse modelo, o comprador e o governo dividem a proporção dos direitos de propriedade, sendo que o comprador detém cerca de 60%, o que reduz valor de entrada e parcelas.

O texto informa que, se a família quiser comprar a parte do Governo, ela pode realizar o trâmite cinco anos depois da aquisição no modelo. Esses números e prazos foram apresentados à delegação durante as reuniões em Xangai, e servem como referência para estudar a aplicabilidade no Estado de São Paulo.

Impactos potenciais e próximos passos

Para a SDUH, a visita teve caráter técnico e exploratório, com foco em identificar modelos de funding e práticas públicas que ajudem a reduzir o déficit habitacional. Segundo Marcelo Branco, “Achamos muito esclarecedoras as informações trazidas sobre os modelos de atendimento e as experiências exitosas. Estamos buscando novos modelos de funding para conseguir vencer o déficit. Conhecemos o modelo aplicado aqui na China e podemos, a partir disso, estudar a viabilidade de aplicar solução diferente no nosso contexto”, explicou Branco.

A partir do memorando, serão iniciados estudos conjuntos e avaliações de tecnologias e políticas que possam contribuir para aprimorar a política habitacional do Estado, com atenção a soluções que unam rapidez de execução, eficiência energética e menor custo, priorizando a adoção de práticas de produção industrializada e sustentável na habitação adequadas à realidade paulista.


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