Exportação de petróleo do Brasil acelera e soma 10,1 milhões de toneladas até a quarta semana de setembro, com média acima de 500 mil toneladas por dia e chance de superar 11 milhões

A exportação de petróleo do Brasil somou até a quarta semana de setembro 10,1 milhões de toneladas, e o ritmo dos embarques deixa em aberto a possibilidade de um mês recorde, com três dias úteis ainda para serem contabilizados.

O país registra no acumulado de setembro uma média de mais de 500 mil toneladas por dia, o que, mantido, poderia levar o Brasil a superar o volume histórico de 11 milhões de toneladas, marcado em março de 2023.

Os números divulgados pela Secex mostram também efeitos de fatores externos, como a guerra no Irã e rotas afetadas no Estreito de Ormuz, que trouxeram demanda adicional, inclusive da China, conforme informação divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reportada pela Reuters.

Volume e chance de recorde mensal

O avanço nas exportações tem sido forte, e a atual marca de 10,1 milhões de toneladas até a quarta semana deixa o país em posição para superar o recorde anterior. Com a média diária acima de 500 mil toneladas, apenas alguns dias de embarque no fim do mês são suficientes para superar os 11 milhões de março de 2023.

O que está impulsionando a exportação

Além do cenário externo, o aumento se apoia em produção elevada no Brasil. Em julho, segundo dados da agência reguladora ANP, a produção mensal de petróleo do Brasil bateu recorde pelo segundo mês consecutivo, sustentada pelos campos do pré-sal, especialmente Búzios e Mero, na Bacia de Santos. Esses campos têm sustentado os volumes de carga disponibilizados para exportação.

Impacto nos preços e nas receitas

A combinação de maior volume e preços mais altos no mercado internacional elevou as receitas com vendas ao exterior, que tinham superado US$5,6 bilhões no acumulado até a quarta semana de setembro. A Secex mostra ainda que a tonelada de petróleo no acumulado de setembro foi exportada a uma média de US$562,4, alta anual de 26,1%, o que amplia ganhos com cada carga enviada.

Perspectiva e próximos dados

Os números de agosto devem vir no início de outubro, e acompanhar a continuidade da produção e das rotas de escoamento será fundamental para confirmar o recorde. Se o ritmo de exportação se mantiver, o Brasil pode fechar setembro acima do recorde histórico, com efeitos diretos nas receitas e na presença do país no mercado global de petróleo.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *