O mercado de criptomoedas começou a semana com movimento de cautela, com investidores monitorando tensões geopolíticas e sinais de política monetária.
A Bitcoin recua enquanto fluxos em ETFs e compras institucionais tentam sustentar a recuperação, mas o cenário externo limita ganhos.
Analistas apontam que, apesar de entradas relevantes em produtos à vista, fatores como o preço do petróleo e negociações internacionais mantêm a volatilidade elevada, confira os números e opiniões a seguir. Conforme informação divulgada pelo Dow Jones Newswires.
Cenário do dia e números imediatos
O bitcoin operou em baixa nesta segunda-feira, 28, em um cenário macroeconômico que inspira cautela, com ausência de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que chegou a impulsionar os preços do petróleo, reforçando as perspectivas de uma política mais restritiva por parte dos bancos centrais.
Por volta das 16h30 (em Brasília), o bitcoin operava em queda de 1,40%, a US$ 83508,00, enquanto o ethereum caia 0,59%, a US$ 2675,14 de acordo com a plataforma Binance.
O que dizem os analistas
Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, destaca que “O ponto mais importante continua sendo os US$ 82 mil. Enquanto essa antiga resistência permanecer como suporte, a estrutura de recuperação segue preservada, mesmo com um ambiente mais difícil”.
Fontes também observa que “Ainda é cedo para afirmar que investidores estão migrando de IA para cripto, mas a combinação começa a levantar essa hipótese: enquanto uma das principais teses que concentrou capital durante o bear market perde fluxo, os ETFs de bitcoin registram sua semana mais forte do ano”.
CK Zheng, da ZX Squared Capital, avalia que “Acredito que o atual ciclo de baixa de quatro anos do bitcoin está chegando ao fim”, e acrescenta que “O fundo do ciclo foi praticamente atingido em junho de 2026”. Com a aproximação de 2027, ele espera que o bitcoin continue sua recuperação.
Fluxos em ETFs e movimentação de grandes players
Os produtos à vista nos EUA receberam cerca de US$ 2,39 bilhões na última semana, maior entrada semanal de 2026 e a mais forte desde outubro de 2025. O movimento levou inclusive o saldo acumulado dos ETFs no ano novamente para o campo positivo.
Enquanto isso, a MicroStrategy comprou US$ 142,7 milhões em bitcoin.
Já o Citigroup firmou parceria com a Coinbase para ajudar os grandes clientes do banco a receber pagamentos em stablecoins. A Coinbase fornecerá a infraestrutura de pagamento em stablecoins e a tecnologia de blockchain subjacente, que converte automaticamente a moeda digital em moeda emitida pelo governo e o Citi fará a liquidação dos recursos como banco registrador.
O que observar nos próximos dias
Investidores devem acompanhar a evolução das negociações internacionais que afetam o preço do petróleo, os próximos dados macro e os fluxos em ETFs, que podem sustentar ou limitar a recuperação da Bitcoin.
Movimentos de compras institucionais, como o da MicroStrategy, e integrações entre bancos e exchanges, como a parceria entre Citi e Coinbase, seguem como sinais de interesse crescente do mercado tradicional nas criptomoedas, mesmo em ambiente de maior aversão ao risco.

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