Bitcoin hoje opera em queda com investidores cautelosos por conflito entre Estados Unidos e Irã e perspectivas de política monetária mais restritiva pelos bancos centrais

O mercado de criptomoedas iniciou a semana em tom de cautela, com o Bitcoin recuando e sinais de maior aversão ao risco impulsionados pela escalada de tensões no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo.

Ao mesmo tempo, entradas significativas em produtos à vista nos EUA indicam que parte do capital segue chegando ao mercado de criptoativos, em um cenário misto entre fluxo comprador e ruído macroeconômico.

Dados de mercado mostram quedas pontuais em principais ativos, enquanto instituições ampliam exposições e parcerias entre bancos e exchanges avançam, apontando complexidade nas combinações de risco e demanda por bitcoin, conforme informação divulgada pela Dow Jones Newswires.

Queda intradiária e níveis de preço citados por analistas

Pela tarde, o Bitcoin operava em queda de 1,40%, a US$ 83508,00, enquanto o ethereum caía 0,59%, a US$ 2675,14, segundo dados da plataforma Binance. Pedro Fontes, analista de Research do Mercado Bitcoin, destaca que “O ponto mais importante continua sendo os US$ 82 mil. Enquanto essa antiga resistência permanecer como suporte, a estrutura de recuperação segue preservada, mesmo com um ambiente mais difícil”, apontou Fontes.

Entradas em ETFs e movimentações institucionais

Os produtos à vista nos EUA receberam cerca de US$ 2,39 bilhões na última semana, a maior entrada semanal de 2026 e a mais forte desde outubro de 2025, levando o saldo acumulado dos ETFs no ano de volta ao campo positivo. Esse fluxo é citado como um fator de suporte para o ativo, mesmo com cenários macro que pesam negativamente.

A MicroStrategy, por sua vez, comprou US$ 142,7 milhões em bitcoin, enquanto o Citigroup firmou parceria com a Coinbase para ajudar grandes clientes a receber pagamentos em stablecoins. Segundo a nota, “a Coinbase fornecerá a infraestrutura de pagamento em stablecoins e a tecnologia de blockchain subjacente, que converte automaticamente a moeda digital em moeda emitida pelo governo e o Citi fará a liquidação dos recursos como banco registrador”.

Visão de gestores sobre o ciclo do Bitcoin

Alguns gestores mais otimistas apontam para um possível fim do ciclo de baixa. CK Zheng, da ZX Squared Capital, afirmou, “Acredito que o atual ciclo de baixa de quatro anos do bitcoin está chegando ao fim.”, e acrescentou que “O fundo do ciclo foi praticamente atingido em junho de 2026.”, com expectativa de recuperação mais consistente à medida que 2027 se aproxima.

O que fica para investidores e o que observar

O cenário combina fatores de risco, como a incerteza geopolítica e a possibilidade de política monetária mais restritiva, com sinais de interesse institucional via ETFs e compras corporativas. Para investidores, acompanhar níveis técnicos, entradas líquidas em ETFs e comunicações dos bancos centrais será essencial para avaliar a continuidade da recuperação do Bitcoin.


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