Operação policial em Goiás aponta que o dono de imobiliária preso em Goiás teria se apropriado de pagamentos de inquilinos e cobrado garantias fictícias em esquema que gerou grande prejuízo
O caso veio à tona após uma vítima registrar ocorrência, levando a investigação a identificar retenção de valores que deveriam ser repassados aos proprietários.
Segundo as apurações, o administrador cobrava adiantamentos e exigia garantias que não existiam, e os recursos usados pelos inquilinos não chegavam aos donos dos imóveis.
Os detalhes da ação policial foram divulgados à imprensa após diligências e prisões, conforme informação divulgada pela RedeTV!
Como o esquema funcionava
De acordo com as investigações, o empresário Roger Kogi Tabata, dono da imobiliária, era o principal suspeito, e investigado se apossava dos valores dos aluguéis cobrados dos inquilinos, em vez de repassar os montantes aos proprietários dos imóveis.
Além disso, o corretor cobrava garantias inexistentes e exigia adiantamento de valores dos inquilinos, montantes que também acabavam desviados.
Investigação e medidas da polícia
A Operação Broker Scamme teve início há cerca de três meses, depois que uma das vítimas fez a denúncia. As apurações apontam prejuízo estimado em mais de R$ 1,1 milhão.
Ao menos seis pessoas foram identificadas como vítimas do esquema até o momento. Durante a ação policial, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Tabata e ao estabelecimento comercial do suspeito.
O que fazer se você foi afetado
Se houver suspeita de retenção indevida de aluguéis ou cobrança de garantias, é importante registrar ocorrência, reunir contratos, comprovantes de pagamento e comunicações com a imobiliária, e buscar orientação jurídica.
Proprietários lesados e inquilinos que foram obrigados a pagar adiantamentos devem procurar a delegacia de polícia responsável e considerar medidas civis e criminais para reaver valores e responsabilizar o responsável.

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