Futuros de Nova York próximos da estabilidade, com investidores atentos a encontro de Trump com líderes de IA, primeiros dados de emprego da semana e discursos do Fed
Os mercados futuros de Nova York operam perto da estabilidade nesta terça-feira, em uma sessão marcada por expectativas ligadas à inteligência artificial, ao emprego e à política monetária.
O foco inclui um almoço entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e executivos do setor de IA, além de indicadores iniciais do mercado de trabalho e falas de dirigentes do Federal Reserve.
As informações acima constam em relatório de mercado que acompanha o comportamento dos futuros e dos índices globais, conforme informação divulgada pela Reuters.
Almoço entre Trump e executivos de IA
O encontro entre o presidente Donald Trump e líderes do setor de inteligência artificial deve reunir nomes como o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e o chefe da Anthropic, Dario Amodei.
Investidores esperam que o almoço aborde os riscos associados ao avanço da tecnologia, e também os impactos da IA para a economia e para os mercados, o que influencia o apetite por risco e a volatilidade dos Futuros de Nova York.
Agenda econômica e sinais do Fed
No calendário econômico, ganha destaque o relatório de vagas de emprego de agosto, um dos primeiros indicadores de trabalho da semana, e o índice de confiança do consumidor dos EUA referente a setembro.
Além disso, investidores acompanham discursos de seis dirigentes do Federal Reserve em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária, o que pode alterar expectativas sobre juros e taxas futuras.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Dow Jones Futuro: -0,11% S&P 500 Futuro: -0,02% Nasdaq Futuro: +0,15%
Mercados globais e commodities
Os mercados europeus operam em alta generalizada nesta terça, apesar da alta dos preços do petróleo, enquanto a Ásia-Pacífico fechou sem direção única, com preocupações sobre rendimentos dos títulos dos EUA.
A taxa de inflação anual da Espanha subiu para 4,9% em setembro, segundo dados preliminares divulgados nesta terça-feira, o nível mais alto desde o início de 2023. Economistas consultados pela Reuters previam que o índice ficaria em 4,6%.
Desempenho na Europa:
STOXX 600: +0,29% DAX (Alemanha): +0,14% FTSE 100 (Reino Unido): +0,18% CAC 40 (França): 0,00% FTSE MIB (Itália): +0,51%
Desempenho na Ásia-Pacífico:
Shanghai SE (China), +0,18% Nikkei (Japão): -0,60% Hang Seng Index (Hong Kong): -0,48% Nifty 50 (Índia): -0,59% ASX 200 (Austrália): +0,34%
Nos commodities, os preços do petróleo avançam pelo segundo dia seguido, diante de temores de que o conflito no Oriente Médio se prolongue. Cotações relevantes:
Petróleo WTI, +0,26%, a US$ 92,86 o barril Petróleo Brent, +0,34%, a US$ 105,64 o barril Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +2,33%, a 811,50 iuanes (US$ 118,14))
Riscos e próximos passos
O cenário segue de cautela, com investidores pesando riscos geopolíticos no Oriente Médio, possíveis desdobramentos regulatórios sobre IA e dados econômicos que podem alterar as leituras sobre o ciclo de juros.
Enquanto isso, a movimentação dos Futuros de Nova York reflete o equilíbrio entre o otimismo com avanços tecnológicos e a prudência ante sinais macroeconômicos e geopolíticos.
Nos próximos dias, atenção a novos comunicados econômicos, às falas do Fed e a desdobramentos do encontro entre líderes de IA e o governo, fatores que devem guiar os movimentos dos mercados.

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