IWG amplia o coworking no Brasil com Humanly, OpenOffice e Signature, estratégia multimarcas para atender médicos, empresas e clientes que buscam espaços premium e acessíveis
A IWG, dona da Regus, acelera a expansão no país, trazendo novas bandeiras e convertendo oferta para múltiplos perfis de clientes.
A aposta combina unidades focadas em saúde e bem-estar, opções de baixo custo e um produto de luxo voltado a sedes e grandes contratos.
O movimento faz parte de um plano para ampliar presença em cidades e bairros estratégicos, e para avançar sobre um mercado que ainda tem espaço para crescer, conforme informação divulgada pelo NeoFeed.
Humanly, a marca médica que mira salas para profissionais de saúde
A Humanly, lançada globalmente em janeiro e com primeira unidade em março no Reino Unido, chega ao país com foco em coworkings de saúde e bem-estar, com unidades, em média, de 600 metros quadrados, e salas para médicos, psicólogos, psiquiatras, terapeutas, profissionais de estética e pilates.
No Brasil a primeira unidade da Humanly será inaugurada em Canoas, RS, e a segunda será aberta em outubro, em Pinheiros, zona Oeste de São Paulo, com previsão de assinar outros seis contratos até o fim de 2026 em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Tiago Alves, CEO da IWG no Brasil, afirma que a marca é adequada para um mercado que sente falta de estrutura, e lembra que, nas palavras dele, “o coworking ainda não representa nem 4% do mercado imobiliário”.
OpenOffice, custo menor e operação desenhada para volume
A OpenOffice é apresentada como a alternativa mais acessível do portfólio, com unidades que vão de 250 a 400 metros quadrados e mais centrada em municípios menores e bairros secundários de grandes centros.
O formato da OpenOffice retira a recepção e o atendimento telefônico, com acessos via QR Code e visitas diárias de funcionários da IWG, sem a presença de um profissional dedicado 100% do tempo, o que reduz custos operacionais e de implantação.
O empreendedor imobiliário também ganha atratividade, porque “Uma unidade da Regus demanda um investimento de cerca de R$ 4 milhões. Já uma da OpenOffice, de 400 metros quadrados, de aproximadamente R$ 800 mil”, conforme disse Tiago Alves.
Em julho, Niterói recebeu a primeira unidade com esse logo, e outras cinco em Ribeirão Preto, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte já figuram no pipeline de aberturas para este ano.
Signature, a bandeira premium para escritórios de alto padrão
A Signature representa o produto de alta gama da IWG, com escritórios, em média, de mil metros quadrados, instalados nos melhores prédios das capitais, com foco em design, arquitetura e tecnologia.
A IWG testou o formato com uma primeira operação inaugurada no início de 2025 ainda sob a bandeira Regus, e agora negocia uma segunda operação na região da Faria Lima, em São Paulo, prevista para o primeiro trimestre de 2027, com a intenção de converter a primeira unidade para a Signature.
Segundo Alves, “A Signature é o inverso da OpenOffice e o que temos de mais exclusivo em escritórios”, e a projeção é ter unidades seletivas em capitais como São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília.
Escala, números e competição no mercado de coworking no Brasil
O portfólio da IWG no país já alcança mais de 165 mil metros quadrados ocupados pelos seus coworkings, e o grupo prevê fechar 2026 com 150 unidades entre espaços em operação e contratos assinados, além de um pipeline de mais de 90 projetos em negociação.
Hoje, o grupo está presente em 32 cidades e atende 48 mil clientes no país, sendo que 65% são grandes empresas, e entre os nomes atendidos estão Equinor, IBM e Petrobras, que assinou um contrato de 2,4 mil metros quadrados em São Paulo.
O mercado, por sua vez, apresenta expansão ampla, a ponto de o Censo do setor realizado pela plataforma Woba indicar que “o segmento fechou 2025 com 3.886 espaços em operação, um crescimento anual de 30%”.
Para Alves, a mudança de comportamento pós-pandemia contribuiu para a demanda por escritórios flexíveis, como ele mesmo afirmou, “Com a pandemia, as empresas viram o quão caro é pagar um escritório que você não usa e o quanto custa quebrar um contrato de aluguel”.
No mix de marcas, Alves projeta que “A Regus, a Spaces e a HQ, que são nossas marcas mais elásticas, vão puxar 60% do nosso crescimento anual daqui para frente”, enquanto “a OpenOffice e a Humanly devem responder por algo entre 10% e 20%, e a Signature vai ser muito mais seletiva”.
A IWG também enxerga oportunidades para incluir outras bandeiras do seu portfólio global no Brasil, entre elas a Stop&Work, a No18 e a Wojo, comprada da Accor, sem descartar futuras integrações dependendo da evolução das operações locais.
Com a estratégia multimarcas, a IWG busca capturar fatias distintas do mercado de coworking no Brasil, desde salas para médicos, passando por unidades de baixo custo, até escritórios de alto padrão, ampliando oferta e flexibilidade para proprietários e clientes.

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