A fabricante neozelandesa CARAC Group visitou o Brasil em busca de oportunidades nos setores de mineração e construção, com foco em produtos para melhorar tração e segurança de equipamentos pesados.
A delegação participou da Exposibram e manteve reuniões com grandes mineradoras, visando entender logística, importação e canais de distribuição locais, para expandir a presença da marca na região.
As informações sobre a visita e as intenções de expansão foram compartilhadas pela própria empresa em entrevista, conforme informação divulgada pela BNamericas.
Visita, parceiros e entendimento do mercado brasileiro
Segundo a CARAC, a ida ao Brasil foi facilitada pela New Zealand Trade and Enterprise, e a empresa destaca que “Fomos afortunados por trabalhar com a New Zealand Trade and Enterprise. Quatro empresas neozelandesas vieram ao Brasil para o evento Exposibram, e fizemos parte da delegação.”
A CARAC destacou contatos com grandes mineradoras do país, citando reuniões organizadas com empresas como CSN, Samarco e Vale, o que ajudou a entender processos de importação, exportação e distribuição no Brasil.
Em suas declarações, a companhia afirmou, “Esta foi a nossa primeira vez no Brasil e na América Latina. Somos uma empresa familiar que está em operação há 38 anos.”
Produtos, aplicações e vantagens técnicas
A empresa descreve seu portfólio próprio e fabricação contratada, informando que “fabricamos nossos próprios produtos CARAC, que vendemos globalmente, e também realizamos a fabricação sob contrato de aproximadamente 4.500 produtos e peças para outras empresas.”
Entre as soluções apresentadas estão o TrackGrip e o DozerGrip. Em palavras da CEO, Sonia Kiser, “Na mineração, uma de nossas principais aplicações é o DozerGrip, que é aparafusado em tratores de esteira para proporcionar maior tração, estabilidade e segurança, especialmente em condições úmidas.”
A CARAC também lembra que “Vendemos o TrackGrip globalmente há 16 anos, portanto este não é um produto novo para nós,” destacando experiência e histórico de uso em terrenos variados, da tundra a áreas rochosas.
Desafios de entrada, concorrência e estratégias de fabricação
A empresa identifica como principais desafios a necessidade de testes locais e a construção de reconhecimento de marca, porque, segundo Kiser, o Brasil tende a “testar e experimentar um produto antes de comprá-lo.”
Sobre concorrência e materiais, o cofundador John Burling afirmou, “Quando se trata da China, não temos a mesma situação competitiva porque nossos produtos são patenteados em todo o mundo.” Ele acrescentou que a CARAC trabalha com a Caterpillar em nível global e utiliza aço da Nova Zelândia e da Coreia em seus produtos.
Em relação à logística e a possíveis tarifas, a empresa explicou sua flexibilidade industrial, ao dizer que “Estabelecemos manufatura por contrato nos Estados Unidos,” o que permite escolher entre produzir na Nova Zelândia para mercados globais ou nos Estados Unidos quando isso fizer mais sentido em termos de tempo de transporte e custos.
Potencial no Brasil e próximos passos na América Latina
A CARAC vê o minério de ferro como foco importante no Brasil, e a construção civil como um mercado promissor, especialmente em trechos onde chuva torna esteiras de borracha escorregadias, aumentando a demanda por soluções de tração.
O grupo também estuda oportunidades em outros países latino-americanos, como Argentina, Chile, Peru e México, e afirmou que seguirá trabalhando com equipes locais e parceiros para entender impostos, tarifas e requisitos regulatórios, para expandir sua presença na região.
Para avançar no Brasil, a empresa pretende combinar testes com clientes locais, presença física e parcerias de distribuição, respeitando as normas de importação e os processos regulatórios, com o objetivo de transformar o interesse identificado em projetos concretos.

Deixe um comentário