Lula pede a Fachin que intervenha para impedir que o STF se digladiar, cobra atitude da presidência da Corte para preservar a credibilidade institucional e propõe mudanças no processo de escolha de ministros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que conversou três vezes com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, sobre a crise interna provocada pelo caso Banco Master.
Lula disse ter cobrado do ministro uma atuação para evitar que a Corte continue a se confrontar, e defendeu que a presidência do STF assuma responsabilidade para conter os desdobramentos.
Conforme informação divulgada em entrevista ao Flow Podcast.
O que Lula disse a Fachin
Segundo o presidente, houve três conversas com Fachin durante o episódio, e ele relatou cobranças diretas ao ministro. Em suas palavras, “Conversei com Fachin três vezes nesse processo todo. Disse que ele não pode deixar a Suprema Corte ficar se digladiando sobre ela. Assuma a responsabilidade como presidente e tome conta disso”.
Lula afirmou também que não pede favores a magistrados que indicou, e que seu papel é evitar erros. Como declarou, “Nunca liguei para ninguém para pedir nenhum favor e não ligo. O meu papel é não cometer erro”.
Impacto da crise e crítica à credibilidade do STF
O presidente avaliou que as disputas internas têm prejudicado a imagem da Corte. Em sua avaliação, “O que está acontecendo está levando a Suprema Corte a perder credibilidade na sociedade”.
Lula reforçou que sua cobrança não busca decisões a favor de interesses políticos, mas sim que o tribunal atue com justiça, afirmando, “Eu não quero que tomem atitude do meu lado. Só quero que seja justo”.
Contexto do caso Banco Master e condução de Fachin
Fachin assumiu a presidência do STF em 2025 e passou a conduzir os desdobramentos internos relacionados ao caso Banco Master. As divergências entre ministros referem-se à forma de tramitação e investigação dos fatos revelados a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.
O episódio abriu discussões sobre procedimentos internos da Corte e sobre como preservar a autoridade institucional diante de investigações que envolvem membros do sistema de Justiça.
Proposta para mudar a escolha de ministros
Lula voltou a defender mudanças no processo de seleção de magistrados ao Supremo, e disse ser favorável à participação de um conselho com representantes da sociedade civil na escolha dos nomes para a Corte.
Ao insistir na necessidade de reformas, o presidente vincula a proposta à tentativa de recuperar a confiança pública e reduzir conflitos internos que, na sua avaliação, fragilizam o STF.

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