Investigação aponta desvio de carros 0 km na Caoa em Anápolis, acusado teria usado notas fiscais forjadas para enviar veículos a São Paulo, com revenda de peças e prejuízo estimado em milhões
Um caso investigado por autoridades aponta um suposto esquema que tirou carros novos da linha de produção e os encaminhou para fora da fábrica.
Segundo as apurações, parte dos veículos teria sido desmontada e as peças colocadas no mercado paralelo, gerando prejuízos significativos para a montadora.
As informações oficiais sobre o caso foram divulgadas pelo Ministério Público de Goiás, e detalham prisões, buscas e o alcance da operação, conforme informação divulgada pelo MPGO.
O que diz a investigação
Em documento divulgado à imprensa, há a frase literal que resume a acusação, “Um ex-funcionário da fábrica da Caoa em Anápolis (GO) é acusado de ter arquitetado um esquema que desviou 54 veículos zero-quilômetro da montadora entre o fim de 2023 e o início de 2025.”, citada pelo MPGO.
Nesse trecho, a expressão 54 veículos zero-quilômetro e o período apontam a duração do suposto esquema, e servem como base para as medidas adotadas pelos investigadores.
Como funcionava o esquema
O relatório inclui a descrição, “Os carros novos deixavam a unidade com notas fiscais forjadas e eram enviados principalmente para São Paulo, onde parte deles acabava desmontada e tinha as peças revendidas.”, conforme registrado pelo MPGO.
Autoridades explicam que a falsificação de documentos permitia a saída irregular dos automóveis, e que o destino em São Paulo facilitava a venda das peças no mercado paralelo.
Medidas tomadas e alvos da operação
O MPGO informou ainda, “As informações são do MPGO (Ministério Público de Goiás), que em setembro cumpriu, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), 12 mandados de busca e apreensão em endereços comerciais e residenciais localizados nos municípios de São Paulo e São Bernardo do Campo (SP), como parte da segunda fase da operação Sucata 0 km.”, relação que detalha as ações executadas.
O envolvimento do Gaeco mostra que a investigação foi tratada como operação contra crime organizado, com foco em endereços ligados ao suposto esquema.
Prejuízo estimado
Sobre o impacto financeiro, o documento traz a afirmação clara, “O prejuízo calculado chega a R$ 8,8 milhões.”, valor que reflete a soma dos veículos e das peças desviadas, segundo o MPGO.
Autoridades seguem investigando para identificar outros envolvidos e possíveis rotas de comercialização das peças, enquanto apuram responsabilidades criminais e cíveis.

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