O grupo Opep+ chegou a um acordo em princípio para manter as metas de produção de petróleo para novembro, segundo três fontes próximas ao assunto.

Produtores do Golfo Pérsico estão extraindo bem abaixo das cotas oficiais, devido a interrupções contínuas nas exportações provocadas pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, com embarques oscilando entre 60% e 80% dos níveis normais nos últimos meses.

Os dados e as declarações sobre a decisão foram obtidos com base em relatos de fontes próximas às negociações, conforme informação divulgada por três fontes próximas ao assunto.

Por que a produção real está abaixo das metas

As restrições logísticas e os riscos operacionais ligados ao conflito no Oriente Médio têm forçado muitos membros a produzir menos do que as cotas aprovadas, mesmo quando o cartel aumenta formalmente seus limites.

Na prática, medidas anunciadas pela Opep+ ao longo de 2026 não se refletiram totalmente no volume exportado, porque a capacidade de escoamento foi afetada por ataques, insegurança nas rotas e respostas de países compradores.

Dados recentes e o tamanho do descompasso

Os sete membros principais do grupo, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã, produziram 25 milhões de barris por dia em agosto, um aumento de 630 mil barris por dia em relação a julho, mas ainda cerca de 5 milhões de barris por dia abaixo dos níveis pré-guerra em fevereiro, segundo dados da organização.

Além disso, a Opep+ ainda tem cerca de 2 milhões de barris por dia em cortes de produção em vigor, abrangendo a maioria dos membros, o que explica em parte o gap entre metas formais e produção real.

Revisão de capacidade e calendário para 2027

A revisão da capacidade produtiva do grupo, que é crucial para definir cotas para 2027, foi atrasada, porque a guerra introduziu incertezas sobre estimativas do potencial futuro de produção.

Fontes ouvidas indicam que, sem essa revisão, qualquer mudança efetiva nas cotas é improvável antes de 2027, e que a decisão de manter as metas para novembro reflete esse contexto de incerteza operacional e técnica.

O que vem a seguir para a Opep+

Os ministros e os sete membros principais se reúnem no domingo, enquanto o Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento, que não decide políticas, também se reúne para acompanhar a implementação das metas.

Analistas e mercados vão observar se a manutenção das metas formais levará a novas sinalizações sobre cortes ou aumentos futuros, especialmente se as condições de segurança e exportação se normalizarem.


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