Flávio Bolsonaro afirma que, se eleito, vai garantir a liberdade de imprensa, critica o governo Lula e afirma que a imprensa seria perseguida com novas indicações ao STF
O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse neste domingo que pretende garantir a liberdade de imprensa caso seja eleito presidente, ao sair para votar no Rio de Janeiro. Em sua fala, ele contrapôs seu projeto ao mandato do atual presidente, e procurou reforçar um compromisso público com a atuação jornalística.
Durante a declaração, Flávio criticou indicadores como impostos e o preço dos alimentos para atacar o governo Lula, e afirmou que a continuidade do atual governo representaria risco à imprensa. A fala também incluiu uma menção às futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal, como possível consequência para o ambiente da mídia.
As informações sobre a declaração foram divulgadas pela FolhaJus, em cobertura sobre a movimentação do candidato na capital fluminense, conforme informação divulgada pela FolhaJus
O que Flávio disse em suas próprias palavras
“Quero acabar com esse mandato do presidente da República [Lula] garantindo a liberdade de imprensa de todos vocês, que foi ameaçada e vai continuar sendo ameaçada caso esse atual governo continue”, afirmou o senador a jornalistas, após votar no Rio de Janeiro.
“Vou sempre prezar pela liberdade de todos de se manifestarem. Pode criticar o Flávio à vontade. E a única forma de a imprensa continuar criticando um presidente da República é se o próximo presidente for o Flávio Bolsonaro. Caso contrário, o presidente vai indicar quatro ministros da Suprema Corte”, disse ainda, segundo a reportagem.
Contexto e precedentes sobre ataques à imprensa
O Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a condenar, em 2023, o ex-presidente a pagar indenização de R$ 50 mil por dano moral coletivo a jornalistas. A ação, ajuizada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, acusava Bolsonaro de praticar assédio moral a toda a categoria profissional, afrontando a imagem e honra dos jornalistas indistintamente durante seu mandato, encerrado no ano passado.
O trecho acima foi publicado pela FolhaJus como parte do histórico que contextualiza as críticas do senador. A menção à condenação judicial reforça o debate sobre relações entre autoridades e veículos de imprensa no país.
Implicações para a eleição e para a cobertura jornalística
Flávio afirmou também que “Tem um movimento claro de voto de revolta já nesse primeiro turno. Quem votaria em outros candidatos já está votando em Flávio Bolsonaro nesse primeiro turno”, apontando para uma tentativa de capitalizar votos de insatisfação. Ele atacou o presidente Lula ao citar impostos e o preço de alimentos, e voltou a afirmar que a imprensa seria perseguida caso o governo se mantenha, sem detalhar o motivo dessa afirmação.
Analistas e profissionais de imprensa acompanham com atenção as falas de candidatos sobre liberdade de imprensa, porque palavras de campanha podem influenciar o clima institucional, a relação com tribunais e os próprios mecanismos de fiscalização da democracia. A referência explícita às indicações ao STF também alimenta o debate sobre como mudanças no Judiciário podem impactar direitos, entre eles o direito à livre cobertura jornalística.
O que observar nos próximos passos
Nos dias seguintes, caberá observar se o candidato detalhará propostas concretas para proteger a liberdade de imprensa, e como outras entidades, incluindo sindicatos e associações de imprensa, reagirão às declarações. A cobertura jornalística deve acompanhar tanto as promessas de campanha quanto possíveis medidas institucionais que possam afetar o trabalho dos veículos e profissionais.
Reportagem e citações, conforme informação divulgada pela FolhaJus

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