O fundo imobiliário Tivio Renda, identificado pelo ticker TVRI11, concluiu a aquisição de quatro imóveis urbanos no Rio de Janeiro, em operação que soma R$ 80 milhões.

Os ativos, que totalizam 8.532 metros quadrados de área bruta locável, já estão ocupados por Bodytech, Fleury e Drogasmil, trazendo receita imediata ao portfólio.

Segundo o comunicado do fundo, o preço pago representa uma desvantagem de 19,5% em relação ao laudo de avaliação, com cap rate estabilizado de 9,6% e yield médio no primeiro ano de 10,55%, conforme informação divulgada pelo TVRI11 em fato relevante.

Detalhes dos imóveis adquiridos

A compra envolve quatro endereços no Rio de Janeiro, ocupados por três locatários. O imóvel na Av. José Silva de Azevedo Neto, 200, tem 4.075 m2 de ABL e foi adquirido por R$ 16,7 milhões. A unidade na Rua Maria Angélica, 145, soma 2.369 m2 e custou R$ 35,6 milhões.

O espaço locado pela Fleury, na Rua Jardim Botânico, 134, tem 1.347 m2 e foi comprado por R$ 18,5 milhões. Por fim, o imóvel ocupado pela Drogasmil, na Rua Voluntários da Pátria, 157 C, tem 741 m2 e valor de R$ 9,2 milhões.

Forma de pagamento e impacto financeiro

O pagamento pelos R$ 80 milhões será parcelado em quatro prestações. A primeira, de R$ 40,28 milhões, já foi quitada na assinatura da promessa de compra e venda, a segunda, de R$ 30,12 milhões, será paga na lavratura da escritura, em até 10 dias úteis.

As duas parcelas restantes, de R$ 4,8 milhões cada, serão desembolsadas seis e 12 meses após a assinatura da promessa, respectivamente. O TVRI11 informou que a transação representa um incremento de aproximadamente 4,3% na receita vigente do fundo.

Rendimento, avaliação e parâmetros da transação

De acordo com o fato relevante, o preço de aquisição está 19,5% abaixo do laudo de avaliação dos ativos, o que resulta em um cap rate estabilizado de 9,6%. Por conta do parcelamento, o fundo estima um yield médio no primeiro ano de 10,55%.

Esses indicadores mostram, na visão do fundo, um alinhamento entre preço, risco de vacância baixo por conta dos locatários e potencial de retorno imediato para cotistas.

Contexto de mercado e desempenho do IFIX

O movimento do setor imobiliário foi acompanhado pela valorização do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, que fechou a segunda-feira, dia 5, aos 3.822,32 pontos, com alta de 1,34%.

O resultado veio em um dia de forte valorização de ativos de risco após o primeiro turno das eleições presidenciais, quando Flávio Bolsonaro, do PL, superou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, abrindo vantagem de 2,2 milhões de votos. Em relatório, o JP Morgan avaliou que o resultado aumentou a probabilidade de mudança de governo e, consequentemente, pode favorecer uma compressão dos juros reais de longo prazo, cenário positivo para fundos imobiliários.

Com o desempenho do dia, o IFIX acumula alta de 1,79% desde o início de outubro e avança 1,25% no acumulado de 2026. No pregão, os destaques de alta foram BBIG11, com +9,33% e preço de R$ 5,74, VGHF11, com +5,84% e preço de R$ 5,26, e TEPP11, com +4,49% e preço de R$ 7,45. As maiores quedas foram de ARRI11, com -2,20%, TRBL11, com -1,74%, e MFII11, com -1,38%.

Para investidores, a aquisição pelo TVRI11 reforça uma estratégia de compra de ativos com receita contratada, enquanto o contexto macro e político influencia o apetite por risco e o custo de capital no segmento de fundos imobiliários.


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