O ministro José Guimarães anunciou que vai procurar os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, nesta terça-feira, para tratar da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a jornada 6×1.
Responsável pela articulação entre Executivo e Legislativo, Guimarães também convocou líderes do governo nas duas casas e do Congresso para traçar estratégias de votação, com a meta de aprovar o tema até quarta-feira.
As informações sobre as articulações e o cronograma foram divulgadas ao público, conforme informação divulgada pelo GLOBO.
O que diz o governo sobre a PEC do 6×1
Guimarães ressaltou a prioridade dada à matéria, e afirmou texto idêntico ao publicado, ‘Vamos focar na votação, É cuidar bem para que possa ser votada, é uma prioridade, A partir de amanhã os dois presidentes das duas Casas chegam (em Brasília) e vamos falar, A ideia é iniciar a discussão e votar até quarta-feira’, em entrevista à imprensa.
O ministro entende que a proposta precisa de articulação intensa com os presidentes das casas e com os líderes do governo, para que a tramitação siga o rito, e seja pautada nas sessões previstas.
Resistências e impacto das eleições
A avaliação interna não é unânime, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, disse que ‘está mais difícil aprovar’ a matéria após o resultado do primeiro turno, mas defendeu pressão para que o tema seja apreciado.
O resultado das urnas influenciou cálculos políticos, e os números citados mostram que Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos, e Lula, 45,16%, dados que alimentam análises sobre a disposição de senadores e deputados em relação à PEC.
Riscos na tramitação e contagem de votos
Um líder do Senado, sob reserva, avaliou que não há votos suficientes para aprovar sequer um interstício, mecanismo que pode acelerar a votação de uma PEC, e que a bancada do PL saiu fortalecida, com ‘Neste domingo, o PL elegeu 19 senadores, tornando-se a maior bancada da Casa (com 28 no total)’.
Alcolumbre já havia anunciado que levaria o projeto à votação antes do primeiro turno, gesto interpretado como alinhamento ao Planalto, e agora avalia-se que ele pode adotar ritmo mais demorado na tramitação, especialmente porque busca recondução à presidência do Senado a partir de fevereiro.
Pressão política e próximos passos
O senador Cid Gomes declarou que ‘Nós temos que defender a PEC e expor quem está contra, Certamente não será votada nesta semana, porque tem o rito, tem que cumprir as cinco sessões’, apontando para a complexidade do calendário legislativo.
Enquanto o governo mantém a meta de votar a PEC do 6×1 em curto prazo, a estratégia agora é combinar a pressão pública sobre opositores com negociações internas, e acompanhar como a composição das bancadas, e o posicionamento de líderes como Alcolumbre e Motta, vão afetar o desfecho.

Deixe um comentário