Scaloni renovação, continuidade no comando e plano para a Argentina sem Messi, apostar no coletivo e reorganizar a equipe após a despedida do capitão, com negociações em curso
O treinador Lionel Scaloni deu sinais claros de que pretende seguir no comando da seleção argentina, mesmo após a despedida de Lionel Messi. A declaração foi dada depois da vitória por 3 a 0 sobre Benin, no Monumental.
Scaloni afirmou que quer permanecer e conduzir o próximo ciclo da Argentina sem seu principal jogador, ressaltando que será preciso um esforço coletivo para compensar a ausência do craque.
As conversas sobre a renovação, cujo contrato atual termina em 31 de dezembro, já vinham sendo tratadas com a diretoria, e o treinador mostrou disposição para continuar à frente da equipe, conforme informação divulgada pela imprensa argentina.
Negociação e perspectiva de continuidade
Ao comentar o próprio futuro, Scaloni foi direto, declarando, “Fico com isso porque, se tudo der certo, vou estar sentado, seguirei sendo o treinador”. A fala reforça a intenção de buscar uma renovação de contrato com a AFA, embora não represente um acordo fechado.
Segundo a declaração, as conversas com o presidente da entidade, Claudio Tapia, já haviam começado antes da despedida de Messi, e havia disposição das partes para dialogar sobre o novo vínculo.
Substituir Messi, desafio coletivo
Scaloni reconheceu que nenhum jogador individual pode reproduzir o impacto de Messi, mas defendeu a criação de um conjunto forte. “A única maneira de compensar a ausência do Messi é com um grande time, em que todos aportem seu grãozinho de areia,” disse o treinador, lembrando que a genialidade do capitão servia para abrir jogos.
Ele reforçou a confiança no elenco, citando, “Temos grandes jogadores, mas não temos o jogador que dava esse salto. Mas temos um time que pode fazer um monte de coisas, não geniais, mas creio que podemos suprir essa ausência, ainda que seja um jogador irrepetível.”
Legado de Messi e exemplo para o grupo
Scaloni também destacou a postura de Messi como exemplo para os que seguem na seleção. Ao recordar a participação do atacante na Copa do Mundo de 2026, afirmou, “Vê-lo com 39 anos, ver a Copa do Mundo que fez e a vontade com que disputou é o maior exemplo que devemos usar para seguir”.
O treinador concluiu reconhecendo a singularidade do capitão, dizendo, “Tenho certeza de que não veremos nada igual dentro de campo, e estamos eternamente agradecidos por tudo que nos deu e por tudo que nos deixa.”
Próximos passos e reconstrução do time
Se confirmar a Scaloni renovação, o técnico terá pela frente a tarefa de reorganizar a seleção para o ciclo pós-Messi, priorizando equilíbrio tático e contribuições coletivas.
O desafio é transformar alternativas de qualidade em um projeto competitivo, sem depender de um único jogador, e preparar a Argentina para as competições que vêm à frente, com foco no trabalho coletivo e na formação de novas referências.

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