PL reafirma que não abrirá mão da candidatura de Wellington Fagundes em Mato Grosso, apesar da pressão do Republicanos por aliança com Otaviano Pivetta, conforme informação divulgada pelo PL
O Partido Liberal, PL, condensou sua posição em torno da manutenção da candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo de Mato Grosso, e rejeitou recuar frente à pressão do Republicanos para apoiar o atual governador, Otaviano Pivetta.
Nas últimas semanas, a disputa sobre o palanque de Mato Grosso passou a ter peso nas negociações nacionais entre as siglas, já que o Republicanos tenta usar o estado como moeda de troca para obter apoio ao projeto presidencial ligado a Flávio Bolsonaro.
As informações sobre as conversas internas e a posição pública do PL foram confirmadas pela sigla em contatos com dirigentes e em reuniões com representantes do Republicanos, conforme informação divulgada pelo PL.
Telefone, encontros e a posição oficial do PL
Na semana passada, o senador Wellington Fagundes teve uma conversa por telefone com o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, e deixou claro que o PL não irá retirar a candidatura dele.
O entendimento foi reafirmado na terça, 7, pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em reunião que contou com a presença do próprio senador e do presidente estadual do partido, Ananias Filho, secretário de governo de Cuiabá.
Na avaliação do PL, já passou a vez para que o Republicanos ceda nas negociações regionais, uma vez que, segundo a sigla, em 2022 o partido abriu mão de lançar Fagundes para apoiar a reeleição de Mauro Mendes, apesar do desejo inicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Declaração replicada na reunião
Na reunião estadual, Ananias Filho reforçou de maneira categórica a decisão sobre a candidatura. Ele disse, textualmente, “Sem chance alguma [de recuar]. Chance zero. Possibilidade zero. A candidatura de Wellington Fagundes para o governo já está sacramentada, só falta ser homologada pela convenção”, diz Ananias.
Essa fala foi usada pelo PL para demonstrar unidade interna e encerrar especulações sobre um possível recuo diante das demandas do Republicanos.
Negociações nacionais e palanques regionais
O encontro entre Pereira, Valdemar e o coordenador político da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho, na sede do PL na quarta, 8, trouxe à mesa discussões sobre palanques em Mato Grosso, Acre, Espírito Santo e Minas Gerais.
Segundo relatos das tratativas, o Republicanos tem sinalizado que descarta uma aliança nacional com Lula, do PT, mas ainda avalia manter neutralidade em alguns estados, enquanto negocia apoios para palanques locais.
Impacto nas eleições estaduais e no tabuleiro nacional
Com a posição firme do PL, a tendência é que a definição do palanque de Mato Grosso se mantenha como ponto de tensão entre as siglas, e que as negociações nacionais busquem outras composições para acomodar interesses regionais.
O PL destaca também que Pivetta está na estrutura do governo desde 2019, seja como vice ou como governador, apontando que a alternância de apoio é parte da disputa interna entre aliados e que o partido não pretende abrir mão da candidatura do seu pré-candidato neste momento.

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