O Brasil manteve balanço comercial positivo no início de 2026, mesmo diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, com destaque para o crescimento das exportações para a China.

No primeiro semestre de 2026, as exportações totais do País alcançaram US$ 184,8 bilhões, a maior cifra já registrada para o período.

As vendas ao mercado chinês cresceram e ajudaram a compensar parte das incertezas externas, conforme informação divulgada no podcast ‘Notícia No Seu Tempo’, do jornal O Estado de S.Paulo.

China como destino estratégico das exportações brasileiras

As exportações para a China somaram US$ 58,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, e cresceram 22% ante o mesmo período de 2025, segundo os dados divulgados.

Esse avanço mostra que a forte demanda chinesa por commodities tem sido crucial para sustentar o fluxo de vendas externas do País, e para amortecer parte do efeito das medidas comerciais adotadas pelos EUA.

Soja e óleo bruto puxam os embarques

Entre os produtos com maior aumento, os embarques de óleos brutos de petróleo se destacaram, influenciados pela guerra no Oriente Médio, além do crescimento nas vendas de soja.

Esses produtos, com alta procura na China, foram determinantes para que as exportações para a China atingissem o patamar reportado.

Queda nas compras americanas e impacto

Por outro lado, as compras dos Estados Unidos recuaram, com os americanos comprando US$ 17,4 bilhões do Brasil no período, 13% a menos em relação ao mesmo intervalo anterior.

Essa redução mostra que, apesar do crescimento com a China, a relação comercial com os EUA vem perdendo ritmo, o que reforça a dependência do Brasil em mercados alternativos.

O que isso significa para a balança comercial

O resultado sugere que o País vem adaptando sua pauta exportadora, aproveitando a demanda chinesa para manter receitas e reduzir vulnerabilidades diante de tarifas externas.

Manter e diversificar destinos, com ênfase nas exportações para a China, será determinante para sustentar o desempenho comercial do Brasil no restante de 2026.


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