Nova rodada de tarifas de 25% anunciada pelos EUA pode atingir 4.000 produtos brasileiros, colocar US$ 11 bilhões em risco e comprometer cadeias produtivas, segundo a CNI

A nova rodada de tarifas anunciada pelos Estados Unidos atingirá 4.000 produtos brasileiros e colocará em risco US$ 11 bilhões, o equivalente a 26% da pauta de exportações brasileiras aos EUA.

As medidas, que começam a valer a partir de quarta-feira, 22, incluem sobretaxa de 25% sobre itens como carne suína, açúcar e móveis de madeira, e podem afetar profundamente setores que fornecem insumos para a indústria norte-americana.

Os cálculos e a avaliação dos impactos foram divulgados pela CNI, que também destacou reduções em possíveis prejuízos graças a exceções concedidas pelo governo dos EUA, conforme informação divulgada pela CNI.

O alcance do tarifaço e os números principais

Segundo a CNI, a nova rodada de tarifas dos EUA colocará em risco US$ 11 bilhões (R$ 56 bilhões) em exportações brasileiras aos Estados Unidos, o que corresponde a 26% da pauta de exportações do país para aquele mercado.

A medida incide sobre 4.000 produtos e prevê sobretaxas de 25% sobre itens selecionados. Entre as exportações atingidas, 60% são bens intermediários utilizados pela própria indústria americana.

Setores mais afetados pelo tarifaço

Alguns segmentos sofrerão com muito mais intensidade. O setor de madeira verá 81% das exportações aos EUA atingidas pelas novas tarifas, segundo a CNI.

Outros setores impactados incluem minerais não metálicos, com 56% das exportações afetadas, químicos com 51% e alimentos com 38%.

O relatório também aponta que o Brasil é o principal fornecedor de 10 dos 13 principais produtos atingidos pela medida, o que aumenta a exposição de determinadas cadeias produtivas.

Exceções, citações e próximos movimentos

A CNI ressaltou que “As novas exceções consideradas pelo governo norte-americano reduziram US$ 2,3 bilhões (R$ 11,3 bilhões) de possíveis prejuízos para a indústria brasileira”, destacando que parte dos efeitos foi atenuada após consultas e audiências públicas promovidas pelo USTR.

A entidade acrescentou que “A CNI seguirá monitorando os desdobramentos das medidas junto às autoridades e ao setor produtivo brasileiro e norte-americano para defender soluções que restabeleçam a previsibilidade, preservem o comércio bilateral e reduzam os impactos para a indústria de ambos os países”.

Para além dos números, o cenário exige acompanhamento das negociações entre setores produtivos dos dois países e das medidas de resposta que o Brasil poderá adotar, com foco em minimizar prejuízos e preservar a previsibilidade do comércio bilateral.


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