Bitcoin encerrou a semana passada acima de US$ 64 mil e opera acima de US$ 65 mil nesta segunda-feira, mas ainda precisa confirmar força para abrir espaço até US$ 70 mil.
O momento é de atenção, porque o mercado de opções desenha dois cenários bem definidos, um de continuação da alta e outro de queda até US$ 60 mil, com níveis técnicos a serem observados nos próximos dias.
O desfecho desta semana vai ajudar a separar uma alta sustentável de uma acomodação diante de riscos geopolíticos e de mercado, conforme informação divulgada por Marco Aurélio de Camargos, CIO da Vault Capital.
Cenário de alta e níveis a serem vencidos
Os compradores mostraram força na semana passada, quando o Bitcoin testava a casa dos US$ 62 mil antes da divulgação do índice de inflação americano, o CPI, e avançou para acima de US$ 64 mil após o dado vir abaixo do esperado.
Para abrir caminho até US$ 70 mil, é preciso dominar toda a faixa entre US$ 64 mil e US$ 65 mil, já que o ativo apenas ultrapassou o piso dessa faixa e não consolidou até o teto em US$ 65 mil, segundo a leitura do gestor.
Camargos espera novos testes na região de US$ 65,5 mil, e, caso haja rompimento desse nível, o caminho para US$ 70 mil passa por resistência em US$ 65.451, US$ 67.243 e US$ 69.992, com a principal barreira concentrada nos US$ 70 mil.
Risco de queda e pontos de defesa
Do outro lado, há uma regra objetiva traçada para a queda, com ponto de atenção em US$ 64.259, abaixo do qual o movimento pode ganhar velocidade de forma incomum, por causa da perda de suporte por parte de operadores de opções.
Na frase do gestor, “se o Bitcoin perder US$ 64.259, vejo caminho livre até US$ 62 mil”, o que sinaliza que, caso esse patamar seja rompido, o mercado pode acelerar a desvalorização.
Nesse cenário mais adverso, Camargos aponta que a única defesa relevante estaria em US$ 60 mil, nível que representaria uma mudança de comportamento do mercado.
Fatores externos que complicam a leitura
Enquanto o Bitcoin tenta confirmar força, o conflito entre Estados Unidos e Irã segue pressionando o preço do petróleo, com o Brent operando na casa dos US$ 90 no início desta semana.
Para o gestor, a sustentação dos preços de ativos de risco faria sentido se o petróleo voltasse a patamares anteriores ao conflito, o que não ocorreu, por isso é necessário confirmar a força do mercado acima do fechamento anterior para validar a alta.
O movimento ainda acontece em um quadro de rotação nos Estados Unidos, com ações de tecnologia sofrendo diante da alta em setores considerados mais defensivos, como financeiro, saúde e utilities, o que influencia o apetite por risco global.
O que observar nos próximos dias
A semana decisiva terá como pontos chave a reação do Bitcoin na região de US$ 65,5 mil, o comportamento em torno de US$ 64.259, e a resposta do mercado a novas leituras macro e geopolíticas.
Se surgirem confirmações de que o cenário tende à alta, Camargos recomenda aceitar a mudança e a saída da faixa entre US$ 62 mil e US$ 65 mil, mesmo que signifique abandonar uma leitura mais cautelosa anterior.
Sem essa confirmação, a faixa de preços segue comandando o comportamento do ativo, e operadores e investidores devem monitorar com atenção as resistências e suportes citados, além do fluxo de opções que pode acelerar movimentos em qualquer direção.

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